sábado, 8 de agosto de 2009


Projecto TurmaMais

uma aposta na conclusão
do 3.º ciclo em três anos


Fazer passar todos os alunos por uma turma a mais, frequentada por grupos organizados de acordo com o seu nível de conhecimentos, é a resposta encontrada pela Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel para diminuir as taxas de insucesso no 3.º ciclo, através de um projecto que já vai no sétimo ano de implantação, monitorizado pela Universidade de Évora.


Os 38 por cento de retenções que se registaram no 7.º ano de escolaridade, em 2001/2002, fizeram disparar a campainha de alarme na Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel, em Estremoz.


Estes resultados surgiram como verdadeiramente catastróficos, ainda para mais num ano em que os professores tinham investido particularmente no trabalho em equipa e no desenvolvimento de estratégias inovadoras com os alunos, para dar resposta ao projecto de Gestão Flexível do Currículo, então em fase experimental.

Que mais se poderia fazer se as equipas de docentes já tinham passado tanto tempo em reuniões para planearem as novas áreas curriculares não disciplinares, para procurar soluções para os problemas dos alunos e para trocar experiências e materiais?

“Foi aqui que todas as sirenes dispararam”, recorda Teodolinda Cruz (na foto), coordenadora do Projecto TurmaMais.

Se não era por falta de empenho dos professores nem por falta de trabalho com os alunos, que caminho poderia a escola encontrar para recuperar estes números do insucesso?

A solução encontrada, em 2002/2003, para fazer face a este problema teve em conta a constatação de que os alunos que tinham reprovado no ano lectivo anterior, quando principiavam o novo ano, vinham com uma vontade acrescida de passar.

Mas, quando recebiam as notas dos primeiros testes, verificavam que eram tão baixas como habitualmente, e nem a promessa de recuperaram em Dezembro os salvava de terem classificações negativas no final do 1.º período.

“Se fosse possível tirar partido do período em que os alunos estão com o máximo de expectativas, antes dos primeiros testes e das notas de Dezembro, eles iam manter-se com esses níveis de expectativas em Janeiro e Fevereiro, momento em que geralmente começam a desmotivar-se”, explica a coordenadora do projecto TurmaMais.

A ideia que esteve na base da concepção do projecto foi precisamente essa: “Tirar partido das expectativas dos alunos, mantendo-as elevadas, para que não percam o gás”.

Essas expectativas devem ser, segundo Teodolinda Cruz, extensíveis aos professores e aos pais.

Nas suas palavras, “há que gerar expectativas positivas para, depois, as manter e gerir”.

Mas qual a solução para criar e manter estas expectativas elevadas?

Poderia ser positivo retirar os alunos das turmas para reforçar o apoio pedagógico, mas onde os colocar?

A hipótese de proporcionar tempos de apoio para além das 30 horas semanais de aulas não se revelava produtiva para estes estudantes que consideravam esse acréscimo como uma penalização e uma sobrecarga.

A formação de uma turma à parte não parecia uma boa solução, pois poderia provocar exactamente o efeito inverso, gerando baixas expectativas.

“Não querendo ir por aí, como dar apoio a estes alunos de uma forma que não fosse estigmatizante para eles nem para a comunidade educativa?”, questiona a coordenadora do projecto.

“Tínhamos de poder retirar os alunos da turma para lhes dar apoio, mas não podia ser para um grupo à parte”, pondera, antes de introduzir a solução encontrada.

“Para não se criar esse estigma, a resposta encontrada tinha de permitir que todos os alunos passassem por esse grupo.”


Criação de uma turma a mais por onde circulassem todos os alunos

A solução encontrada pela Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel consistiu em criar uma turma a mais, por onde circulassem todos os alunos, ao longo do ano lectivo, de acordo com uma sequência previamente estabelecida.

Vazia na primeira semana de aulas de cada ano lectivo, essa turma, denominada como TurmaMais, vai sendo preenchida pelos alunos das restantes turmas do mesmo ano de escolaridade, organizados de acordo com o seu nível de conhecimentos, durante seis semanas consecutivas.

Assim, nas primeiras seis semanas do 1.º período, são os alunos de nível 5 que vão para a TurmaMais, com dois objectivos, tal como refere Teodolinda Cruz.

“Primeiro, para criar expectativas positivas relativamente à TurmaMais; segundo, para dar hipóteses aos alunos com melhores níveis de desempenho de avançarem ao seu ritmo, atingindo patamares de excelência.”

Enquanto os melhores alunos estão ausentes das turmas de origem, os professores têm a possibilidade de aprofundar o conhecimento dos alunos médios e com dificuldades, que têm mais hipóteses de se exprimirem e de seguirem a matéria dada ao seu ritmo.

Através desse conhecimento mais aprofundado dos alunos, os professores ficam em condições de identificar aqueles que poderão beneficiar de um reforço nas aprendizagens na segunda metade do 1.º período.

A meio do 1.º período, os alunos de nível 5 regressam às suas turmas de origem e, nas próximas seis semanas, são os estudantes que apresentam maiores dificuldades que são convidados a frequentar a TurmaMais.

Neste caso, a intenção é que estes alunos “cheguem a Dezembro com menos negativas e, se as tiverem, com negativas mais altas, mais facilmente recuperáveis, que não os façam perder as expectativas que tinham no início do ano”.

Na primeira metade do 2.º período, são os alunos de nível 4 que vão para a TurmaMais, enquanto nas turmas de origem permanecem os estudantes com um melhor desempenho e os com maiores dificuldades.

De acordo com a coordenadora do projecto, é uma boa oportunidade para promover a interajuda e a solidariedade social: “Podem-se formar grupos de trabalho tutoreados pelos melhores alunos. Os alunos com maiores dificuldades frequentemente percebem melhor as matérias explicadas pelos seus pares, que têm uma linguagem mais próxima.

Quanto aos alunos de nível 5, apropriam-se melhor dos conhecimentos ao terem de os transmitir e explicar.”

Os alunos de nível 4 a frequentar a TurmaMais são desafiados a ir mais além, desenvolvendo hábitos de estudo que lhes permitam enfrentar o 10.º ano de escolaridade com sucesso.

Após o regresso destes alunos às turmas de origem, é a vez de os estudantes de nível 3 frequentarem a TurmaMais.

“Estes alunos, que não dão problemas de especial, muitas vezes ficam esquecidos. Mas, se forem estimulados, podem recuperar de eventuais negativas e subir dos níveis médios para níveis mais altos.”

No 3.º período, são os alunos em risco de retenção que são convidados a ir para a TurmaMais, até ao final do ano lectivo, desde que cumpram um requisito: têm de estar interessados em progredir.

“Neste último período, joga-se o tudo por tudo, e todos o sabem – os alunos, os pais e os professores. Como, através desta metodologia, as negativas destes alunos não são tão baixas, há mais possibilidades de recuperação dos resultados escolares.”


Uma melhoria evidente dos resultados dos alunos

No final do ano lectivo de 2002/2003, os resultados dos alunos do 7.º ano falavam por si: a percentagem de reprovações tinha descido de 38 por cento para 16 por cento.

Com uma redução da percentagem de reprovações para metade, a escola tinha motivos para acreditar que estava no caminho certo, pelo que manteve as turmas já envolvidas no projecto, até ao final do 3.º ciclo, enquanto o alargava aos alunos que, no ano lectivo de 2003/2004, iniciavam o 7.º ano de escolaridade.

A redução do número de reprovações no final desse ano lectivo (apenas 12 por cento), bem como nos anos lectivos seguintes, em que o projecto TurmaMais teve continuidade, é relevante: enquanto entre 1995/1996 e 2001/2002, antes da implantação do projecto, ficavam retidos no 7.º ano de escolaridade em média 22 por cento de alunos, entre 2002/2003 e 2007/2008, após a concretização desta metodologia, essa percentagem reduziu para uma média de 13,9 por cento.

A percentagem de retenções ao longo do 3.º ciclo também teve uma redução assinalável com a introdução do Projecto TurmaMais.

Depois de três grupos de alunos terem frequentado o 3.º ciclo com esta metodologia de trabalho, conclui-se que a percentagem de estudantes retidos ao longo destes três anos de escolaridade é de cerca de 11,3 por cento, comparativamente com os cerca de 23 por cento que tinham ficado retidos, ao longo do ciclo, nos três anos anteriores ao início do projecto.

Mas faltava ainda o confronto com a avaliação externa para tirar a prova dos noves.

Através dessa comparação, é de destacar que os alunos da Escola Secundária com 3.º Ciclo Rainha Santa Isabel obtiveram nos exames nacionais do 9.º ano, quer a Língua Portuguesa quer a Matemática, uma menor percentagem de níveis inferiores a 3 face à média nacional.

Quanto à obtenção de níveis superiores a 3, verificou-se que, a Língua Portuguesa, os alunos da escola obtiveram uma média de 47,8 por cento, valor superior à média nacional, que se situa nos 37,6 por cento.

Na disciplina de Matemática, a percentagem de níveis superiores a 3 é de 35,4 por cento na escola, comparativamente com a média nacional, que é de 31,1 por cento.


Aposta na coesão da equipa pedagógica

Já com um contrato de autonomia assinado com o Ministério da Educação, a Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha de Santa Isabel foi capaz de conceber e de se apropriar de uma estratégia para dar resposta ao problema do insucesso escolar, concretizada através do Projecto TurmaMais, cujo desenvolvimento foi estreitamente acompanhado pela Universidade de Évora.

O acompanhamento do projecto pela Universidade de Évora foi solicitado pela Direcção Regional de Educação do Alentejo, em 2002, depois de a escola ter requerido autorização para implantar esta metodologia de trabalho no 3.º ciclo do ensino básico.

Coube a José Verdasca, o actual director regional de Educação do Alentejo, integrar a equipa de acompanhamento do projecto da Universidade de Évora, que coordenou a partir de 2005, com o objectivo de garantir a monitorização do mesmo, através de um acompanhamento directo no terreno e de uma avaliação externa que incluísse a análise dos resultados.

Na sua opinião, um dos aspectos a valorizar no projecto é a aposta na coesão da equipa pedagógica, através da atribuição de todas as turmas do mesmo ano de escolaridade aos mesmos professores, que, desde que o número de horas o permita, só leccionam esse ano de escolaridade: “A missão da equipa pedagógica é levar os alunos até ao final do ciclo com uma taxa de repetência o mais reduzida possível.”

A concretização deste objectivo, ao longo dos sete anos do Projecto TurmaMais, já permite afirmar, segundo José Verdasca, que “a probabilidade de um aluno cumprir o 3.º ciclo em três anos nesta escola é 20 a 30 por cento superior relativamente aos outros estabelecimentos de ensino da região”.

Estes números abonam a favor de uma metodologia que envolve, à partida, mais recursos docentes.

“O projecto tem ganhos ao reduzir os níveis de insucesso dos alunos, que se traduzem em menos custos do que os mais de 20 por cento de reprovações que se verificavam no ensino básico.”

A aposta numa forte responsabilização das lideranças intermédias e numa verdadeira integração, possibilitando o acompanhamento de todos os estudantes, de acordo com uma estrutura rotativa, é outra das grandes virtudes deste dispositivo, que incentiva, de acordo com o coordenador da equipa de acompanhamento do projecto, a cooperação entre pares, na medida em que “os alunos com um melhor desempenho podem cooperar com os colegas com mais dificuldades”.

Assim, “pode dizer-se que o sucesso do projecto é o sucesso de todos os grupos-turma”.

O desenvolvimento da cooperação entre pares e a rotatividade dos elementos da turma é determinante, segundo o presidente do conselho executivo, José Daniel Sadio, para a prevenção da indisciplina na escola: “Com esta forma de organização, os processos disciplinares têm vindo a diminuir, até se tornarem praticamente residuais.”


Uma resposta para o insucesso concebida pela própria escola

Guilherme, de 16 anos, a frequentar o 9.º ano, com uma repetência no 7.º ano, admite que a passagem pela TurmaMais foi positiva: “A separação das amizades nas turmas que desestabilizam um bocado é boa, porque, ao ficarmos separados, passamos a ter mais consciência de nós próprios e do nosso futuro, e temos mais disponibilidade para pensarmos naquilo que queremos seguir na nossa vida.”

Actualmente a frequentar a turma de origem, confessa que, sobretudo na disciplina de Matemática, “a matéria vai depressa de mais”, pelo que dá por si a olhar para o quadro sem perceber nada.

“Sinto-me perdido”, admite este aluno de nível 2, apesar de acreditar que, se se esforçasse mais, conseguiria melhores resultados.

Com expectativas de voltar a frequentar a TurmaMais no 3.º período, Guilherme pensa que o facto de o grupo ser mais pequeno e de os professores terem mais disponibilidade para os alunos pode fazer a diferença para alcançar melhores resultados e conseguir transitar de ano.

As colegas da turma de origem, sentadas ao seu lado no mesmo grupo de trabalho, também têm uma opinião positiva sobre esta metodologia.

Aluna de nível 5, Andreia, com 14 anos, pensa que o projecto “é bom principalmente para os alunos de nível 2, embora os alunos de nível 5 também tenham um melhor ambiente para manter as notas”.

Para Isabel, aluna de nível 5, com15 anos, é preferível para os alunos trabalharem em turmas mais pequenas em que cada um consegue ir ao seu ritmo.

“Nas turmas maiores, uns ficam perdidos e os outros têm de estar à espera.”

Quanto a Carlota, de 14 anos, aluna de nível 4 que estava em risco de descer as notas, vê com bom olhos a sua passagem pela TurmaMais: “Estava com as notas um bocado em baixo e, quando estive na TurmaMais, consegui subir. As minhas amigas não queriam que eu fosse, mas eu fui, e não só fiz novas amizades como também melhorei as notas.”

Relativamente aos professores para os quais anteriormente o 3.º ciclo era o menos apetecível, agora desejam permanecer, fazendo justiça à analogia estabelecida pelo presidente do conselho executivo: “Em equipa que ganha não se mexe.”

Luís Cabanejo, professor de Língua Portuguesa, aderiu ao projecto e salienta aquilo que considera serem as suas principais potencialidades: “Este projecto está bem arquitectado, permitindo trabalhar com grupos homogéneos. Quando entramos numa sala de aula, sabemos a que ritmo podemos avançar com a matéria e adequamos as actividades aos alunos que temos à nossa frente.”

“A escola orgulha-se do projecto concebido pelos seus professores, que tem passado por melhorias e correcções, já estando a ser experimentado por outros estabelecimentos”, considera José Daniel Sadio. “Muitas vezes, temos tendência para ir à procura de receitas fora quando, afinal, as temos entre portas.”

José Verdasca partilha esta opinião: “As escolas têm profissionais com qualificação, conhecimentos e disponibilidade para arquitectarem soluções e respostas inovadoras, em termos organizativos e pedagógicos. Estas respostas, que envolvem sempre uma margem de criatividade, não se fazem sem algum risco e alguma incerteza, sem o benefício da experimentação. É necessário confiar e apoiar as escolas, mas também acompanhar, monitorizar e avaliar a implantação dos projectos no terreno.”


Alargamento e divulgação do projecto TurmaMais

Reconhecidas as virtudes do Projecto TurmaMais enquanto resposta ao insucesso escolar, esta metodologia foi alargada ao 2.º ciclo, noutras escolas do Alentejo, nomeadamente na Escola Básica de Santa Maria de Beja e na Escola Básica Hernâni Cidade, no Redondo, sempre com a monitorização da Universidade de Évora.

O projecto foi, ainda, candidatado à Fundação Calouste Gulbenkian, em 2005, no âmbito de um programa de apoio a medidas de combate ao insucesso e ao abandono escolares, tendo sido um dos três seleccionados ao nível nacional.


Projecto Fénix

prevenir e combater o insucesso
no ensino básico


Um maior apoio aos alunos com mais dificuldades, em cada ano de escolaridade, com reforço do trabalho nas disciplinas essenciais, como Língua Portuguesa e Matemática, é a resposta encontrada pelo Agrupamento de Beiriz, com monitorização da Universidade Católica do Porto, para prevenir e combater o insucesso escolar no ensino básico.


“Agora não desisto!”, exclama Cristiana, de 14 anos, com determinação, enquanto olha para o quadro na aula de Matemática.

“Os professores estão sempre ao nosso lado e dão-nos força”, explica esta aluna do 6.º ano do Agrupamento de Escolas de Beiriz, na Póvoa de Varzim.

“Este ano, até gosto mais da professora…”, confessa Maria João, de 13 anos, ao seu lado, com um sorriso.

Mas então o que marca a diferença para que estas duas alunas tenham uma atitude diferente na sala de aula, do ano passado para este ano?

A integração numa Turma Fénix foi a solução encontrada pela escola para dar resposta ao insucesso escolar, recuperando os estudantes e evitando as retenções no ensino básico.

Em articulação com a Universidade Católica do Porto, a escola concebeu um modelo organizacional que foi posto em prática, pela primeira vez, neste ano lectivo.

De acordo com este modelo organizacional, são criadas duas Turmas Fénix para cada ano de escolaridade dos 2.º e 3.º ciclos, nas quais são incluídos os alunos com maiores dificuldades ao nível da aprendizagem.

Para estas turmas, são definidas três disciplinas a ter intervenção: Língua Portuguesa e Matemática para todas as turmas, e uma terceira disciplina a ser seleccionada de acordo com as necessidades dos alunos, como, por exemplo, Inglês ou Físico-Química.

Os alunos que tenham mais dificuldades nestas disciplinas são apoiados, de acordo com o seu nível de conhecimentos, nos grupos de pequena dimensão Ninho 1 e Ninho 2.

Se progredirem nas aprendizagens, passam a permanecer na Turma Fénix e, se a melhoria for significativa, podem mesmo transitar para outra turma do mesmo ano de escolaridade.

Os alunos com um melhor desempenho a nível escolar também são contemplados no Projecto Fénix, através da criação de um Ninho de Excelência, que será desenvolvido de uma forma mais sistemática no futuro, de acordo com a mesma metodologia utilizada para os outros Ninhos, neste caso destinada a promover uma aprendizagem mais célere nos estudantes que têm condições para avançar além do que seria expectável para o seu ano de escolaridade.


Turma Fénix:
a “batalha” dos professores para que os alunos aprendam


Integrada na Turma Fénix, Cristiana explica que, no ano anterior, desistia de aprender quando “olhava para o quadro e não percebia nada”.

Neste ano, a aluna sente que conta com o apoio dos professores para “continuar a tentar” compreender a matéria.

“Percebo muito melhor, porque damos a matéria mais devagar. Os professores dão-nos mais incentivo e fazemos mais fichas.”

Já Maria João não desarma quando confrontada com o porquê de gostar mais da professora de Matemática se esta, afinal, é a mesma do ano anterior: “No ano passado, não gostava que a professora não tivesse tempo para me ajudar. Neste ano, a professora tem tempo para estar à minha beira, para me esclarecer e não me deixar ir abaixo.”

Elisabete Fonseca, a docente de quem a aluna neste ano gosta mais, sorri perante esta comparação e admite que também está mais satisfeita com o trabalho realizado com esta turma de 12 jovens.

“No ano passado, estes alunos tinham negativa, e eu não conseguia chegar a todos, não tinha capacidade para lhes dar o apoio necessário. Neste ano, sinto que consigo chegar a todos e esclarecer as dúvidas no momento certo”, justifica esta professora, que assegura a coordenação da disciplina de Matemática do Projecto Fénix ao nível do 3.º ciclo.

A trabalhar com os alunos as funções, nomeadamente a interpretação e a análise de gráficos associados a contextos do quotidiano, a professora salienta as vantagens da Turma Fénix: “Permite insistir em conceitos que não tinham sido interiorizados e colmatar as lacunas em tempo útil, para que os alunos possam compreender a matéria a trabalhar neste ano de escolaridade.”

Mas, tal como faz questão de salientar, o facto de o ritmo de trabalho poder ser mais lento não põe em causa a aquisição de competências básicas: “O objectivo é que os alunos, quando chegarem ao exame nacional, tenham atingido as competências essenciais para passarem com sucesso, não transitando cortados a nenhuma disciplina.”

Bruno, de 13 anos, parece disposto a aceitar o desafio: “Neste ano, aprendemos melhor e, se tivermos dificuldades, temos mais atenção. A professora está mais perto de nós, explica-nos melhor a matéria e, se não percebermos de uma maneira, arranja outra para nos fazer entender.”

“Nós antes tirávamos negativa e agora já temos positiva”, faz questão de destacar Tatiana, também com 13 anos.

“No ano passado, éramos 27 na turma, e os professores não tinham tempo. Neste ano, os professores até parecem diferentes, têm mais tempo e nós não saímos daqui sem aprender!”

Se, nas palavras da própria, a aluna não sai da aula sem aprender, a professora também não se conforma se não conseguir ensinar.

“Esta é uma batalha para nós!”, refere Elisabete Fonseca, antes de intimidar com um sorriso que desmente qualquer ameaça: “Ai deles que não me correspondam!”


Ninhos: uma metodologia que permite dar atenção a todos os alunos

Noutras duas salas, à mesma hora, dois grupos de alunos do 8.º ano também estão a ter a disciplina de Matemática.

Nestes dois grupos de alunos, de pequena dimensão, retirados das duas Turmas Fénix existentes neste ano de escolaridade, estão os jovens que necessitam de um apoio reforçado na disciplina.

No grupo denominado Ninho 1, estão os alunos que apresentam maiores dificuldades, enquanto no grupo intitulado Ninho 2 estão os estudantes que, embora com bastantes dificuldades, estão num nível superior aos do grupo anterior, mas inferior aos das Turmas Fénix.

A rotação de alunos entre os Ninhos e a Turma Fénix é dinâmica e flexível, tal como explica Flávio, de 13 anos, neste momento integrado no Ninho 1 de Matemática: “Já estive no Ninho 1, depois fui para a turma e agora voltei para aqui.” Quando questionado sobre o porquê do regresso para o Ninho 1, esclarece, de forma objectiva e clara: “Depende das matérias. Há matérias mais difíceis em que preciso de mais ajuda. Depois, se tiver bons resultados no Ninho, posso passar para a turma.”

Quanto aos benefícios desta nova organização da escola, Flávio não hesita: “Dá para esclarecer melhor as dúvidas, porque há menos alunos. Se não percebermos, a professora insiste sempre até percebermos.”

Mas há outro motivo para a melhoria na aprendizagem, confessa este aluno, com um sorriso maroto: “Aqui a professora não nos deixa brincar. Como somos poucos, está sempre atenta!”

“Não dá para brincar”, concorda Daniel, sentado ao lado de Flávio.

“Se a turma tiver mais gente, tem-se mais possibilidades de estar distraído”, admite, antes de reconhecer outras vantagens aos grupos de reduzida dimensão.

“Como é um grupo pequeno, a professora pode explicar mais tempo a um aluno.”

“A professora explica mais perto e, quando o aluno tem dúvidas, explica de maneira a que compreenda e está mais tempo a fazer exercícios”, salienta Miguel, intervindo na conversa.

“Enquanto não percebermos, a professora não avança. Insiste até entendermos”, reforça Cátia, de 15 anos, que já vê resultados positivos.

“No ano passado não percebia, sentia mais dificuldades, e as notas eram um bocado baixas. Neste ano, as notas estão melhor: tive um médio e depois 47 por cento.”

Sofia Carvalho, professora de Matemática do Ninho 1, refere que o trabalho “está a ser muito compensador”, pois “é sempre bom ver os alunos com dificuldades a conseguir superá-las”.

Como se trabalha com menos alunos, “é mais fácil dar atenção a todos. É um trabalho mais individualizado, que permite perceber as dificuldades de cada aluno e arranjar estratégias diversificadas para ir ao encontro dos problemas”.

Devido a esse trabalho mais individualizado e à diversificação das metodologias, já se estão a ver resultados, tal como salienta a professora: “Têm-se visto melhorias. Os alunos estão a superar as suas dificuldades, e nós sentimo-nos orgulhosos: é bom para os alunos e para os professores também.”


Uma solução para combater o insucesso escolar nos 2.º e 3.º ciclos

A concepção desta metodologia de trabalho coube a Luísa Tavares Moreira (na foto), presidente do conselho executivo do Agrupamento de Beiriz, com o suporte da Universidade Católica do Porto, que tem acompanhado e monitorizado o projecto, desde o início.

Presidente do conselho executivo há 10 anos, sempre se preocupou em proporcionar aos professores as melhores condições de trabalho possíveis para que conseguissem concretizar as aprendizagens dos alunos.

Verificando que, para os docentes, é difícil dar resposta a todos os alunos, ao mesmo tempo, àqueles que aprendem a um ritmo mais lento e àqueles que avançam nas aprendizagens com maior rapidez, Luísa Tavares Moreira andava, desde há dois anos, a ensaiar soluções para lidar com a questão da heterogeneidade numa escola frequentada por todo o tipo de alunos.

Há dois anos, tinha sido ensaiada uma experiência no 1.º ciclo centrada na criação de Ninhos para os alunos com maiores dificuldades, que terminou no fim do ano por falta de recursos humanos.

Da avaliação do trabalho realizado, foi salientado o agrado dos professores pela forma de trabalhar e o facto de constatarem que os alunos transitaram para o 5.º ano mais bem preparados.

No ano lectivo anterior, tinham sido criadas na escola turmas de nível para os alunos com maiores dificuldades, que funcionavam com assessorias, ou seja, com mais um ou dois professores dentro da sala de aula.

No entanto, no final do ano, no momento da avaliação, os professores acharam que através desta metodologia não tinham obtido os resultados pretendidos.

“O objectivo da escola é combater a repetência, o insucesso e o abandono escolares, para que todos os alunos cumpram a escolaridade obrigatória, passando a todas as disciplinas, nomeadamente àquelas que servem de base a todas as outras, como é o caso da Língua Portuguesa e da Matemática”, diz a presidente do conselho executivo.

Mas o fundamental, segundo afirma, é fazer com que “o sucesso seja real, correspondendo a saberes estruturantes adquiridos”.


Apostar na prevenção do insucesso desde o 1.º ciclo

Para os alunos do 1.º ciclo, foi adoptada uma metodologia com os mesmos princípios, mas adaptada às especificidades deste nível de ensino.

Em cada turma, são identificados os alunos que apresentam maiores dificuldades, e estes são apoiados, durante uma parte do dia, em pequenos grupos denominados Ninhos, onde têm um reforço nas áreas da Língua Portuguesa e da Matemática.

Na outra parte do dia, os alunos estão integrados na sua turma, onde realizam as actividades com os colegas e o professor.

“O grande objectivo é apostar, antes de tudo o mais, na prevenção do insucesso, resolvendo o problema da transição do 1.º para o 2.º ciclo. Neste sentido, é essencial assegurar um 1.º ciclo com os saberes consolidados e as competências básicas adquiridas”, justifica Luísa Tavares Moreira.

Armando Costa, coordenador do 1.º ciclo, vê esta metodologia como “uma boa aposta”, que considera a “melhor solução” de entre as que a escola tem encontrado.

“O investimento deve começar neste nível de escolaridade, pois é aqui que principiam os problemas. Se estes forem detectados logo no início, os alunos chegam ao 2.º ciclo em melhores condições.”

Os alunos do 4.º ano que estão a ser apoiados no Ninho demonstram gostar desta forma de trabalhar.

“Gosto, porque há mais silêncio”, diz Fábio, de 10 anos.

“Trabalhamos melhor”, afirma Alexandra, da mesma idade.

“Conseguimos pensar nas coisas e estamos a aprender melhor Matemática e Língua Portuguesa”, refere Fernando.

Para esse facto, Alexandra tem uma explicação pronta: “Temos mais explicações de como se faz.”

Anabela Santos, professora do 1.º ciclo destacada para dar poio aos Ninhos dos 1.º e 4.º anos, revela-se satisfeita com o trabalho que está a realizar: “Como o grupo é pequeno, consigo dar mais atenção a todas as crianças e conhecê-las melhor. Muitas delas têm a auto-estima em baixo e dizem que não são capazes, mas eu repito as vezes que forem necessárias, dou-lhes reforço positivo, e elas verificam que, afinal, conseguem fazer os exercícios.”


Universidade Católica do Porto dá segurança e formação

Para trabalharem de acordo com esta forma de organização pedagógica e estarem a obter estes resultados, os professores necessitaram de apoio, de segurança e de formação.

Para dar a confiança necessária aos docentes, tem sido fundamental o acompanhamento do projecto por parte da Universidade Católica do Porto.

José Matias Alves, coordenador do Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas, da Universidade Católica do Porto, explica como se desencadeou o processo: “A partir de uma ideia-base da escola, foi desenvolvido um trabalho em interacção com a universidade para chegar ao modelo organizacional proposto.”

O papel da universidade consistiu, segundo José Matias Alves, na construção, com a escola, de um modelo organizacional que se pensa ser promotor do sucesso escolar, bem como na monitorização e na avaliação do desenvolvimento desse dispositivo.

“A universidade surge como uma entidade externa que tem outro olhar sobre as práticas, que lhe permite lançar outros juízos, dar segurança aos professores e conferir credibilidade ao projecto perante a comunidade educativa.”

Para aferir os resultados desta metodologia, vai ser fundamental a avaliação do trabalho realizado, para a qual a universidade já tem um dispositivo montado, mas, segundo o investigador, “neste momento, através de um estreito acompanhamento no terreno, junto dos professores e dos alunos, já é possível afirmar que existem evidências de que é um bom projecto”.

O papel da Universidade Católica do Porto foi fundamental desde o princípio do projecto, quando foi necessário reunir com os coordenadores de departamento, antes do início do ano lectivo, para apresentar a proposta.

A seguir, realizou-se um conselho pedagógico aberto, extensível a todos os professores e funcionários da escola, no qual o projecto foi apresentado à comunidade educativa.

A apresentação do projecto aos pais foi o passo seguinte, concretizado através de reuniões com os encarregados de educação, convocados por ciclos de escolaridade.

“Os pais reagiram bem, percebendo que os filhos iam ter mais apoio nas aprendizagens e que, se recuperassem, poderiam transitar para outra turma”, refere Luísa Tavares Moreira.

Para José Matias Alves, o facto de os pais saberem que a universidade está presente e que acompanha com regularidade o trabalho desenvolvido no terreno dá segurança e confiança, o que, na sua opinião, “é um dos segredos para que os projectos tenham sucesso”.

Para colocar em prática um projecto que implica quatro turmas a funcionar em simultâneo, foi necessário resolver a questão da gestão dos espaços e dos recursos humanos, o que, como explica a presidente do conselho executivo, foi possível recorrendo às horas do crédito global da escola e negociando com os professores horas da componente não lectiva.

A partir desse momento, a Universidade Católica do Porto colaborou na formação dos docentes envolvidos no projecto, através da realização de seminários, a partir de Setembro, e de reuniões de balanço, ao longo do ano lectivo.


Intervenientes no Projecto Fénix

Conselho executivo – Luísa Tavares Moreira, presidente do conselho executivo há 10 anos, é a grande responsável pela concepção do Projecto Fénix, contando com o apoio da Universidade Católica do Porto.

Coordenação do 1.º ciclo – Armando Costa, coordenador do 1.º ciclo, é responsável pela organização do Projecto Fénix, neste nível de escolaridade.

Serviço de psicologia – Daniela Barbosa, psicóloga, estabelece colaboração com as instituições necessárias, aposta na mediação familiar e promove actividades de orientação vocacional.

Serviço de assistência social – Ana Marques, assistente social, assegura um serviço com duas vertentes: uma de acompanhamento em sala de aula, na realização de projectos de trabalho e na mediação de conflitos; outra de acompanhamento em gabinete, em actividades de apoio ao estudo. Estabelece coordenação com as instituições necessárias e realiza mediação familiar.

Expressão Dramática – Sónia Pereira, professora de Expressão Dramática, lecciona duas aulas de Expressão Dramática (uma de 90 minutos e outra de 45 minutos) por semana aos alunos das Turmas Fénix, durante as quais se trabalha a expressão corporal, a voz, as emoções, as capacidades comunicativas e o texto ao nível da Língua Portuguesa.



Prémios Ciência na Escola, da Fundação Ilídio Pinho

Escolas de Vila Nova de Foz Côa,
Fundão, Lourinhã e Torres Vedras
ganham 1.º Prémio




Os prémios da 7.ª edição do concurso Ciência na Escola, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, foram entregues no Europarque, em Santa Maria da Feira, em cerimónia que contou com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.

A iniciativa encerrou a mostra Na Escola ComCiência, que apresentou, durante dois dias, centenas de trabalhos escolares de ciência e tecnologia, distribuídos por áreas como Biologia, Energias Renováveis, Física, Informática, Matemática, Química e Robótica.

Aqui fica a lista das escolas premiadas, e dos respectivos projectos.


2.º e 3.º ciclos e ensino secundário

O 1.º prémio do Concurso “Ciência na Escola” 2008-2009 foi repartido por quatro trabalhos, com cada um a receber 12.500 euros destinados a financiar o seu desenvolvimento.


. “A matemática dos socalcos”, apresentado pela Escola Básica e Secundária Tenente Coronel Adão Carrapatoso, de Vila Nova de Foz Côa;

»» Artigo do suplemento do Diário Económico ««


. “As moscas obedecem à estatística!”, apresentado pela Escola Secundária do Fundão;

»» Artigo do suplemento do Diário Económico ««


. “Qinet”, apresentado pela Escola Básica Dr. Afonso Rodrigues Pereira, da Lourinhã;

»» Artigo do suplemento do Diário Económico ««


. “Matemática-mente”, apresentado pela Escola Básica São Gonçalo, de Torres Vedras.

»» Artigo do suplemento do Diário Económico ««



Foram também atribuídas cinco menções honrosas, com cada projecto a beneficiar de cinco mil euros.

. “A matemática no choco”, apresentado pela Escola Básica de Santa Marinha, de Vila Nova de Gaia;

. “Matemática dinâmica”, apresentado pela Escola Básica Piscinas, de Lisboa;

. “Matelogias – Projecto de Aplicação de Novas Tecnologias ao Ensino de uma Velha Ciência”, apresentado pela Escola Básica Dr. João de Barros, da Figueira da Foz;

. “Matematizando renovável”, apresentado pela Escola Básica do Algoz, de Évora;

. “Vamos resolver”, apresentado pela Escola Básica Conde de Vilalva, de Silves.

»» Artigo do suplemento do Diário Económico ««



»» Artigo do suplemento do Diário Económico – Introdução ««

»» Entrevista Dra. Margarida Moreira - DREN (artigo DE) ««

»» Entrevista Eng. Ilídio Pinho (artigo DE) ««




Outros trabalhos premiados:

1.º ciclo

. “Pratic@mat”, apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Resende – EB1/JI de São Martinho de Mouros, Resende, três mil euros;

. “O misterioso mundo da matemática”, apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Milfontes – EB1 de Vila Nova de Milfontes, Odemira, três mil euros;

. “Aprendizagem cooperativa – matemática em blogue”, apresentado pelo Agrupamento de Escolas Afonso III – EB1 de Alto de Rodes, Faro, três mil euros;

. “Tecnologias ao serviço dos padrões na matemática do 1.º ciclo do ensino básico”, apresentado pelo Agrupamento de Escolas Vieira de Leiria – EB1 António Vitorino, Marinha Grande, três mil euros;

. “Bolas de Valores“, apresentado pelo Colégio Monte Flor, Carnaxide-Oeiras, mil e quinhentos euros;

. “Ticmat, aprendendo matemática com as novas tecnologias”, apresentado pela Escola Básica Nabais-Achete, Santarém, menção honrosa, setecentos e cinquenta euros;

. “Matemática com tubos de ensaio”, apresentado pela Escola Básica Mata, Ourém, menção honrosa, setecentos e cinquenta euros.


ensino pré-escolar

. “A matemática em ponte”, apresentado pelo Agrupamento de Escolas Arqueólogo Mário Cardoso – EB1/JI de Igreja-Ponte, Guimarães, dois mil euros;

. “Cozinh@ virtu@l', apresentado pelo Agrupamento de Escolas de S. Silvestre – Jardim de Infância de S. Silvestre, Coimbra, dois mil euros;

. “À descoberta do concelho de Moura”, apresentado pelo Centro Infantil de Nossa Senhora do Carmo, Moura, dois mil euros;

. “A matemática descobre o clima”, apresentado pelo Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão – Jardim de Infância da Barreira, Ourém, mil euros;

. “1001 maneiras de fazer matemática no pré-escolar”, apresentado pelo Jardim de Infância de Mata-Urqueira, Ourém, quinhentos euros;

. “O ambiente conta connosco”, apresentado pelo Jardim de Infância de Vale do Porto, Ourém, quinhentos euros.



Próxima edição tem por tema As Artes da Física




A CONFAP faz parte do juri de selecção



Biblioteca de Livros Digitais para o 1.º ciclo

Alice Vieira, Alves Redol, Ana Maria Magalhães, André Letria, Conceição Areias, Inês Pupo, Lourdes Custódio, Luísa Costa Gomes, Manuel A. Pina, Manuel Pires, Mariana Magalhães, Rui Zink e Violeta Figueiredo são alguns dos autores agora ao dispor dos mais novos, designadamente nos computadores Magalhães.

As obras inseridas na Biblioteca de Livros Digitais reúnem diversas vertentes que tornam a leitura particularmente apelativa, convidando os leitores a transformarem-se em escritores e em ilustradores, e até mesmo a partilharem as suas produções com os cibernautas inscritos na Biblioteca dos Livros da Malta.

http://e-livros.clube-de-leituras.pt

Consultada através do portátil Magalhães ou de outro computador, cada uma destas obras pode ser apreciada de uma forma semelhante: através de um clique, acede-se a uma apresentação do livro que abrange a leitura, o cinema de animação, o vídeo e o áudio.

Ainda antes de começarem a ler cada obra, os interessados têm a possibilidade de assistir a uma apresentação animada das personagens principais de cada livro, bem como de ouvir os autores e os ilustradores a falarem sobre os respectivos volumes.

Depois, à medida que viram as páginas do livro, os leitores podem ler o texto e ver as ilustrações animadas, enquanto ouvem uma leitura dramatizada da história, da responsabilidade de Lúcia Maria e de Manuel Coelho, do Teatro Nacional D. Maria II.


No final do livro, os interessados dispõem de um espaço em branco que podem utilizar para escrever ou ilustrar, de modo a personalizarem o seu livro, que passa a conter na capa o nome da pessoa a quem pertence.


Através do registo na Biblioteca dos Livros da Malta, os leitores podem enviar e-mails aos restantes membros da comunidade virtual, recomendando livros e divulgando os textos que escreveram no final das obras disponibilizadas on-line.


O grande objectivo deste projecto, que envolve o Centro de Investigação para as Tecnologias Interactivas, o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Ensino do Português (PNEP), é a criação de um instrumento que promova a leitura, tirando partido da natural apetência que os mais jovens têm pelas novas tecnologias.


Visando incentivar o gosto pela leitura e pelos livros, a intenção é alargar o número de obras disponibilizadas, através de parcerias estabelecidas com editoras, autores e ilustradores.


A prioridade vai ser dada às obras destinadas às crianças entre os 5 e os 7 anos, para as quais ler em interacção com o computador é particularmente útil para a aprendizagem da leitura, bem como para a motivação para esta actividade.


A pensar nestas crianças que estão a dar os primeiros passos na leitura, o PNEP vai disponibilizar diversos materiais destinados à aprendizagem da leitura neste endereço electrónico.


As actividades a propor pretendem contribuir para que as crianças, de uma forma apelativa, adquiram consciência fonológica, aumentem o vocabulário, desenvolvam estratégias de compreensão do texto e evoluam na automatização da decifração.

Concurso Faz Portugal Melhor - Agosto 2009


O acesso a uma informação científica rigorosa em linguagem acessível é possível no jornal electrónico CiênciaHoje. As inovações e acontecimentos nas várias áreas científicas são objecto de abordagens que permitem que o leitor se mantenha a par do que se vai fazendo em Portugal e no estrangeiro.
Porque é importante a informação actualizada sobre a produção dos conhecimentos, sugerimos que explorem o site e subscrevam a newsletter em www.cienciahoje.pt.

Aproveito a oportunidade para desejar a todos umas boas férias. Encontrar-nos-emos de novo em Setembro com mais notícias sobre o concurso “FAZ PORTUGAL MELHOR!”

Com os melhores cumprimentos

Manuela Matos Monteiro
Comissária do Concurso “Faz Portugal Melhor”

DOCUMENTOS DA APEE - AFGC

LIVROS NEE




Associação de Pais e Encarregados de Educação

RECOMENDAÇÕES DA GRIPE A

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