quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alunos vão ser ensinados a gerir emoções



   
 
 
 
   
               Alunos vão ser ensinados a gerir emoções


Todas as escolas públicas de S. João da Madeira vão ter aulas de educação emocional. Em espaços de 90 minutos semanais, os alunos vão aprender a gerir as emoções próprias e a lidar com as dos outros

O projeto “Inteligência Emocional nas Escolas” arranca este ano em 16 escolas de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Vila Nova de Gaia e Vagos, depois de uma primeira experiência entre 2005 e 2007 na EB2,3 de S. João da Madeira.

Desenvolvida pela professora Manuela Queirós, a experiência assumiu a forma de clube e melhorou o comportamento e sucesso escolar dos alunos que participaram nele, como demonstrou uma investigação de Isabel Ramos no âmbito de um mestrado em Ativação do Desenvolvimento Psicológico, ministrado pela Universidade de Aveiro.

O programa será agora desenvolvido em outras escolas com o objetivo de treinar habilidades como a atenção e perceção emocional, a compreensão emocional e a regulação emocional. No fim, espera-se que ajude a diminuir comportamentos e atitudes de risco e combater a indisciplina, a agressividade e a desmotivação, como explicou Manuela Queirós durante as jornadas de educação que decorreram esta semana, em S. João da Madeira.

O “MQ – Aprender a ser feliz” pode ser implementado como um clube ou no âmbito da Área de Projeto. O foco principal é a auto-regulação emocional através de técnicas de meditação e relaxamento, assim como risoterapia.

A mentora do programa Manuela Queirós acredita que esta metodologia fortalece a concentração e a memória, melhora o rendimento de tarefas e aumenta a capacidade de empatia, além de ajudar o aluno a obter paz e tranquilidade. A risoterapia, por sua vez, ao mesmo tempo que promove a alegria, desenvolve a autoestima e a autonomia, cria mais resistência ao stress e à ansiedade, desenvolve a criatividade e as relações de confiança.

As sessões começam habitualmente com um exercício de meditação e acabam com outro de prática de gratidão.

“Não sendo panaceia para todos os males, este clube é uma mais-valia dentro de uma escola”, corroborou o diretor da Escola EB2,3 de S. João da Madeira. “Pode ajudar alunos e professores a compreender melhor o que está por trás da agressividade, da falta de estudo, concentração e motivação”, acrescentou. Aníbal Almeida acredita que se vive na “ditadura da razão”, gerida por um pensamento 
positivista em que a racionalidade é que comanda a vida, quando “muito do que somos e nos determina é a parte emocional que comanda”. “Este clube pode ajudar os alunos a conhecer os problemas que os afeta”, afirmou.

O projeto “Inteligência Emocional nas Escolas” será avaliado por uma entidade externa. Mediante os resultados, poderá ser proposto o seu alargamento e generalização a todas as escolas do país.

in Edição de 09-09-2010 Jornal Labor por Anabela Carvalho



         A CONFAP é uma das entidades parceiras neste projeto




Informação s/projeto: www.inteligenciaemocionalnaescola.com

Blogue: 
http://clube-inteligencia-emocional.blogspot.com/

Facebook: 
http://www.facebook.com/pages/Clube-de-Inteligencia-Emocional/127488257291014?ref=ts

CONCURSO ESCOLAR “A EUROPA NO MUNDO”





   
 
 
 
   
                                     “A EUROPA NO MUNDO”

O concurso “A Europa no Mundo” destina-se a todos os jovens que frequentem o ensino básico e o ensino secundário, incluindo as áreas de formação técnica e profissional, do ensino público ou privado, durante o ano lectivo de 2010-2011.

Esta é uma iniciativa da Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal, promovida pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors, enquanto Organismo Intermediário, executada pela APGICO (Associação Portuguesa de Criatividade e Inovação).

A EUROPA ÉS TU!

Mostra-nos de que forma é que tu és a Europa e como é que tu,
Europa, te relacionas com o resto do mundo.
O desafio é criar um trabalho original, apelando à tua criatividade,
talento e conhecimentos sobre a Comunidade Europeia.

CATEGORIAS

Artes, Multimédia, Literatura, Web

PRÉMIOS
Prémios para os melhores trabalhos, a atribuir na festa que irá ter
lugar em 27 de Novembro 2010, em Lisboa.

INSCRIÇÕES E REGULAMENTO

www.europanomundo.eu
http://www.europanomundo.eu/docs/passatempo.pdf

ENTREGA DOS TRABALHOS
até 29 de Outubro 2010


CONTACTOS:
APGICO - Associação Portuguesa de Criatividade e Inovação
Instituto Superior Dom Afonso III, Rua Vasco da Gama, n.º6, 8100-718 LOULÉ
Tel: (+351) 289 420 470 - Fax: (+351) 289 420 478
E-mail: 
info@europanomundo.eu
www.apgico.pt
 
  

Boletim Informativo - Semana 39


  
 
 
 
   
 Boletim Semanal de Informações ao MAP

Publicado em Diário da República


― Despacho n.º 14894/2010. D.R. n.º 189, Série II de 2010-09-28, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Gabinete da Ministra
Alteração do regulamento específico que define o regime de acesso aos apoios no âmbito do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), aprovado pelo despacho n.º 18 359/2008, de 9 de Julho.
 
― Despacho n.º 14898/2010. D.R. n.º 189, Série II de 2010-09-28, do Ministério da Educação - Gabinete da Ministra
Altera o n.º 5 do despacho n.º 7184/2010, de 16 de Abril, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 79, de 23 de Abril de 2010 - Prémio Nacional de Professores.
 
― Aviso n.º 19174/2010. D.R. n.º 189, Série II de 2010-09-28, do Ministério da Educação - Secretaria-Geral
Abertura de procedimento concursal para o recrutamento de chefes de equipa de zona e vigilantes para o Gabinete Coordenador da Segurança Escolar.
 
― Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2010. D.R. n.º 192, Série I de 2010-10-01, da Presidência do Conselho de Ministros
Autoriza a realização de despesa com vista à implementação do Programa de Modernização do Parque Escolar Destinado ao Ensino Secundário.

Informações Gerais


― Para uma gestão integrada da biblioteca escolar do agrupamento: orientações
A gestão das bibliotecas escolares, no quadro do agrupamento, e a sua optimização pedagógica devem favorecer o trabalho escolar de professores e alunos. Esta gestão implica uma visão de aproveitamento e uso comum das possibilidades da biblioteca.
Para mais informações: 
www.rbe.min-edu.pt
 
― Música contemporânea para crianças, no CCB
O Festival Europeu de Criação Musical e Aventura para Crianças Big Bang traz a Lisboa música contemporânea de qualidade para crianças. A 8 e 9 de Outubro, no Centro Cultural de
Belém (CCB).
Para mais informações: 
www.min-edu.pt


Fonte: Boletim CIREP, Ministério da Educação, Confap, Outros
 

 
 
                                                 »» Boletim Anterior ««
 
  

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“Código 9″- uma ameaça na segurança infantil na Internet


Internet
O "código 9", que ensina crianças e adolescentes a camuflarem dos pais as suas conversações em chats, voltou a circular, desta vez em redes sociais. Os especialistas em segurança infantil na Web alertam para as mentes criminosas. O que é? Como funciona?

À revelia dos adultos, crianças e adolescentes trocam emails com informações sobre como camuflarem dos pais as suas conversas em chats da Internet. Os códigos, que foram descobertos há uns anos pelos especialistas em segurança na Web, voltaram agora a circular através das redes sociais, como o Facebook e o Hi5, e até mesmo em vídeos no YouTube.

O alerta surge através da Panda Security, em Espanha. Em causa está o intitulado "código 9", cuja utilização é muito simples: a técnica instrui os internautas menores sobre como manipularem as suas conversas nos chats, quando os pais estão por perto. Tudo o que precisam fazer é teclar o algarismo "9", para que a pessoa do outro lado possa mudar rapidamente de tema ou apagar qualquer conteúdo anterior menos próprio. Quando os pais ou superiores se afastam, basta teclar "99" e está dado o sinal de que a conversação pode ser retomada de forma descontraída.

Esta técnica é "algo de que as mentes criminosas estão, sem dúvida, a par e que exploram para contactar menores", avisa Luis Corrons, diretor técnico do Panda Labs. "É interessante verificar que, ao visitar os perfis e páginas criadas para divulgar o código 9, observamos que entre os seguidores e visitantes são poucos os menores. Deveriam ser eles os principais interessados, mas assim ficamos com a real ideia de quem são os interessados em distribuir este tipo de informação". 

Pais não devem ser intrusivos

Para Tito de Morais, responsável pelo site MiudosSegurosNa.Net, técnicas como o "código 9" não são incomuns, lembrando que, por exemplo, os jovens sabem camuflar também cada vez melhor os conteúdos das suas mensagens de telemóvel.

No que diz respeito aos chats, o especialista em segurança infantil na Web frisa que "a linguagem decifrada, embora apelativa aos jovens, é alimentada por quem quer tirar partido dos menores". Contudo, Tito de Morais lembra que "não podemos ser intrusivos na privacidade dos mais novos". A chave "passa por mantermos uma relação aberta com eles. Alertá-los para os perigos, mas deixando-os à vontade para nos pedirem ajuda sem receio de um castigo". 


Código 9 em cinco perguntas: 

O que é?

É um código usado para camuflar conteúdos de conversas em chats.

Como funciona?

Se alguém digitar o algarismo "9" significa que os pais ou superiores estão por perto e a pessoa do outro lado deverá apagar ou parar de escrever conteúdos inapropriados. O algarismo "99" significa que se pode falar novamente à vontade.

Quem utiliza?

O código é utilizado por crianças e adolescentes que desejam camuflar as suas conversas do controlo dos pais ou superiores.

Onde é divulgado?

A divulgação do "código 9" está a surgir através de emails e mensagens pessoais em redes sociais, como o Facebook. No YouTube também já existem vídeos a explicar a sua utilização.

Quais os principais perigos?

Os especialistas acreditam que este sistema foi criado por adultos "mal-intencionados", que pretendem aproximar-se dos menores em conversas de chat. A exposição a possíveis pedófilos é um dos maiores perigos. 


Conselhos da Polícia Judiciária para jovens, pais e educadores:

Porque é no seio da família que se poderão detetar precocemente e prevenir com maior eficácia comportamentos de que as crianças possam ser vítimas no uso e através da Internet, a Polícia Judiciária aconselha os pais e educadores para determinados princípios e regras a ter em conta: 

- O computador não é o único nem o melhor amigo do seu filho; 

- Os "amigos" online são, na realidade, completamente estranhos; 

- Com o computador ligado à Internet podem praticar-se crimes em qualquer local do globo, bastando que haja do outro lado outro computador; 

- Depois do encontro virtual segue-se o encontro físico; 

- Seria desejável que os seus filhos lhe comunicassem qualquer mensagem recebida de cariz insinuante, obscena, agressiva ou que sugira fins menos lícitos; 

- Estabeleça limites horários na utilização da Internet; o uso excessivo da Internet no período da noite é indício e potenciador do problema; 

- Garanta que os menores não divulguem online informação pessoal que os possam por em risco no mundo offline; 

- A Internet mal utilizada é espaço privilegiado para ofertas enganosas e aliciamento encoberto; lembre-os de que o bom e o fácil raramente andam juntos; 

- Em caso de suspeita salvaguarde todos os elementos relativos à proveniência e conteúdo dos contactos.

Expresso | 17-08-2010


Os efeitos da Música na infância


Arte e Cultura
Investigações sublinham o aumento da capacidade de concentração e do raciocínio matemático em quem aprende sons e ritmos desde cedo. E há pedagogos que defendem que a Música deve valer por si mesma e afastar-se da vertente acessória.

Aprender Música na infância, sim ou não? "Na verdade, a maioria dos pedagogos musicais defende que a música vale por si mesma e que é um erro tentar utilizá-la como meio para atingir outros fins", lembra Maria Helena Vieira, do Instituto de Estudos da Criança (IEC) da Universidade do Minho. O assunto tem merecido atenção de diversos quadrantes. "As vantagens de aprender Música (as verdadeiras vantagens, e não as acessórias) estão todas relacionadas com a experiência que a Música proporciona a cada um. Tocar, cantar, conhecer repertório, participar em grupos musicais, corais ou instrumentais, aceder a um repositório cultural vastíssimo e poder mesmo criar, musicalmente: eis as inúmeras vantagens da aprendizagem musical", afirma. "Desenvolver a memória, a persistência, o raciocínio lógico e outros aspectos cognitivos são apenas ‘side-effects' da verdadeira experiência musical, e não suficientemente importantes para justificarem a presença da disciplina no currículo escolar", acrescenta. 

A investigadora apresenta vários pensamentos e as teorias de Edwin Gordon, um dos mais conceituados investigadores da actualidade na área da Psicologia e Pedagogia da Música. Gordon defende que "o principal problema com o ensino e a aprendizagem da música no contexto do sistema educativo prende-se com uma espécie de círculo vicioso: as crianças precisam de ser expostas à ‘gramática musical' de forma adequada antes de chegarem à escola, como acontece com a linguagem materna (e não apenas expostas à música que ouvem ocasionalmente, e sem critério), e os pais não dominam essa ‘gramática', nem os métodos adequados para a transmitir". O carácter utilitário que constantemente é atribuído à Música fica com um ponto de interrogação. 

"Para Gordon, todos os cuidados que os pais têm no ensino da linguagem materna deveriam existir também com a linguagem musical. O problema é que, para isto, os pais precisariam, eles próprios, de ter recebido formação escolar adequada. E isso não acontece." "Quando a Música é vista num sentido utilitário, como meio para atingir outros fins, isso é feito de uma forma subtil e manifestando, até, grandes preocupações educativas". Maria Helena Vieira concretiza: "A música é apresentada (na própria legislação) como factor de 'desenvolvimento estético', de 'equilíbrio psicológico' e até moral, etc. Difundiu-se a ideia de que a Música 'tem muito a ver com a Matemática' (o que a torna aparentemente 'útil' para essa disciplina, na qual o insucesso escolar é tão grande), que 'desenvolve a memória' e a 'persistência', etc. Ora, como há um conjunto variado de disciplinas que poderão contribuir para esses fins, a Música passa a surgir como uma opção dispensável ou alternável com outras (a educação visual, a educação dramática, etc.)". 

Há pedagogos que defendem que, para ser completa, a aprendizagem musical tem de envolver a audição, a interpretação e a criatividade. "A maioria dos portugueses não se torna escritor; no entanto, todos recebem formação adequada e suficiente para se poderem exprimir em português, de diversas maneiras e em diversos graus. É dessa criatividade que falam os pedagogos musicais, e é essa que pretendem que se desenvolva nas escolas: a capacidade de ouvir uma obra musical e reconhecer as suas características, as suas partes, a sua forma, o seu estilo, as suas influências; a capacidade de interpretar, vocal ou instrumentalmente, géneros musicais da sua preferência, de tocar ou cantar em grupo; a capacidade de inventar melodias ou canções, de improvisar em grupo." "No contexto da aprendizagem musical, a memória desenvolve-se através das actividades fundamentais indicadas pelos pedagogos: há uma memória auditiva (que funciona na base da identificação de repetições, contrastes, fenómenos tecnicamente designados por 'aumentação', 'diminuição', 'retrogressão', etc.), uma memória afectiva (muito relacionada com os aspectos expressivos e dinâmicos da Música), uma memória táctil (sobretudo nos instrumentistas), uma memória visual (associada à leitura da notação)." 

Mais-valia absoluta 

Absolutamente recomendável. Paula Pires de Matos, pediatra do Desenvolvimento e com formação académica na área musical, defende que a aprendizagem "da arte musical e da arte visual é absolutamente crucial para a formação de uma pessoa como um todo". E lamenta que em Portugal, ao contrário de outros países, não exista essa cultura. "Ao nível da primária, a Música é uma actividade de enriquecimento (termo muito bem designado) curricular mas fica de fora do programa. No 5.º e 6.º anos, faz parte do currículo, mas o que se ensina é muito básico. E a Música é uma linguagem mais fácil de aprender do que ler uma língua alfabética." 

A aprendizagem da Música na infância é uma mais-valia de um valor indubitável", afirma. "É mais uma forma de expressão que o ser humano tem para ser mais completo". Paula Pires de Matos viveu fora de Portugal e recorda um cenário que lhe chamava a atenção. Na canção dos parabéns a você não havia desafinações. Sinal de uma cultura que dá atenção à Música, que investe nessa aprendizagem. E há os estudos. A pediatra recorda que as investigações, na área do desenvolvimento, referem que a Música ajuda a aumentar a capacidade de concentração e do raciocínio matemático. Teorias que, recorda, começam a ser colocadas em causa. No entanto, Paula Pires de Matos não tem dúvidas em recomendar que os mais pequenos contactem com as notas e os ritmos musicais o mais cedo possível. 

Há vários anos que a Orquestra Filarmonia das Beiras anda por escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico a divulgar, sensibilizar e formar público infantil para as melodias. O projecto "Música na escola" dá a conhecer a música erudita, os instrumentos da orquestra. O director artístico da Filarmonia das Beiras, o maestro António Vassalo Lourenço, defende que se a Música não for explicada em criança, mais difícil se torna aprender a gostar dos sons na idade adulta. E o projecto da Filarmonia pretende, entre muitos outros aspectos, mostrar às crianças "o que a música diz além do que ouvem". 

Reflexos do ensino da Música na infância? "Com certeza que sim." António Lourenço baseia-se no que observa, apoiado em casos que conhece. "O estímulo da Música, ouvir, cantar, fazer, experimentar, no pré-escolar e no 1.º ciclo, tem reflexos na aprendizagem de outras coisas", afirma. "Os nossos responsáveis pela Educação estão muito preocupados com a Matemática. Se pusessem mais horas de Música e mais cedo, provavelmente resolveriam o problema da Matemática." O maestro chama a atenção para quem tem as melhores notas. "O Conservatório de Música de Braga e a Academia de Música Santa Cecília, em Lisboa, estão sempre nos primeiros lugares no ranking das escolas". "São duas escolas que têm o ensino da Música verdadeiramente integrado", sublinha. 

Poder de observação

António Ribeiro, professor de Educação Musical e um dos fundadores da única banda filarmónica juvenil da escola pública portuguesa, que surgiu na EB 2,3 de São João da Madeira, fala da sua experiência de 30 anos de ensino e do que lê nos livros. "Os alunos de Música adquirem valências extraordinárias que os ajudam amplamente para o resto das suas vidas. Nas aulas de Música, há um permanente apelo à sensibilidade, bem como ao correcto desenvolvimento de todas as potencialidades individuais, através da aprendizagem de um instrumento musical, da interpretação de diversas obras e da própria audição", sublinha. Vantagens, portanto, que se reflectem no pensamento e na imaginação. 

"Na Iniciação Musical, as crianças fazem jogos tímbricos que passam pela imitação dos sons da natureza que os rodeia. Estes exercícios dão aos alunos um maior poder de observação sobre o mundo em que vivem, ficando com um espírito crítico mais apurado", exemplifica. No entanto, António Ribeiro chama a atenção para duas realidades distintas. "Por um lado, temos os jardins-de-infância, onde as educadoras apresentam claramente lacunas importantes ao nível científico, no que à Música diz respeito. Contudo, a avaliar pelas escolas que conheço, tem havido uma grande preocupação por parte desses educadores em usar material didáctico adequado, não se limitando unicamente ao ensino de canções populares. Por outro, temos as escolas oficiais de Música com professores licenciados em Educação Musical e com formação específica para ensinar Música na infância, apresentando já, de um modo sistemático, um trabalho científico de qualidade." 

O docente alerta ainda para o facto de as aulas de Música na infância, ao longo do 1.º ciclo, estarem muitas vezes nas mãos de jovens estudantes de Música, mas sem qualquer formação específica. "Quando assim é, o que deveria ser uma mais-valia para as crianças pode tornar-se num contra-senso", afirma. E acrescenta: "A Música na infância foi, num passado recente, olhada como uma disciplina decorativa, tendo sido tratada, muitas vezes, de forma pouco científica e dissociada da própria educação infantil básica." 

Sara R. Oliveira | 2010-09-27
www.educare.pt

sábado, 2 de outubro de 2010

1º Ciclo: ''Não faz sentido prolongar as ocupações das crianças''
Artigos de opinião
Maria José Araújo, investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, acaba de lançar o livro "Crianças ocupadas", no qual pretende facultar aos pais um instrumento que lhes permita decidir o que é melhor para os seus filhos. Adianta que estudar não é repetir o que se fez na aula. E que ensinar a estudar não é fácil. Há requisitos a cumprir, como ouvir e compreender o que as crianças aprendem e perceber como valorizam os conhecimentos. Defende que é fundamental perceber que os mais pequenos têm ritmos de trabalho diferentes. E que brincar é uma forma de descobrir o mundo.

Fez as contas aos tempos e concluiu que as crianças, dos 6 aos 12 anos, trabalham oito a nove horas por dia, o mesmo horário de trabalho de um adulto. Sugere a análise de uma nova metodologia de trabalho. Não é contra a revisão da matéria dada, mas sim contra "o trabalho repetitivo e inútil", a que muitas vezes se chama de TPC. 

"Brincar é a actividade natural da criança." Brincar é importante. Para descobrir o mundo. Maria José Araújo alerta que, para as crianças, brincar é "um acto muito sério". "Se estivermos com atenção às brincadeiras das crianças podemos perceber a espontaneidade, o empenhamento voluntário, a regularidade e a consistência do acto de brincar", alerta. 

EDUCARE.PT: No seu livro, defende que é preciso repensar o modelo de estudo proposto à criança. O que deve mudar? 

Maria José Araújo: O meu livro dá conta de um estudo com crianças entre os 6 e os 12 anos de idade. Este modelo de TPC, de que eu sou crítica, baseia-se na quantidade e no exercício mecânico. Fazer TPC não é, exactamente, estudar. Nestas idades, o conceito de estudar é muito confuso e as crianças só o vão percebendo com o decorrer da escolaridade e à medida que se vão confrontando com outras situações e, mesmo assim, tudo isso depende delas. 

Um dos problemas dos TPC é que dá a ideia de que qualquer pessoa pode ensinar as crianças. Não é qualquer pessoa que ensina a estudar, porque não é fácil e exige formação na área da infância e competências específicas. Exige conhecer as crianças, mas também vontade de as entender, disponibilidade para as ouvir e para compreender o modo como elas aprendem e valorizam o que aprendem. 

Temos de parar para reflectir criticamente sobre este modelo dominante, ver porque é que não está a dar resultado, ou seja, porque é que as crianças não aderem e não gostam, e mudar as propostas envolvendo até as crianças na definição de uma nova metodologia de trabalho. É necessário perceber que têm interesses e ritmos de trabalho diferentes, têm direito a descansar e brincar e ter isso em consideração. 

E: Conclui que as crianças que têm entre 6 e 12 anos trabalham oito a nove horas por dia no seu ofício de aluno, sensivelmente o mesmo horário de trabalho de um adulto. É possível chegar a um equilíbrio?

MJA: Equilíbrio não me parece a palavra certa. Na verdade, o horário escolar para o 1.º ciclo do Ensino Básico está regulamentado pelo Ministério da Educação. Vinte e cinco horas lectivas (Língua Portuguesa 8 horas, Matemática 7, Estudo do Meio 5, Áreas de Expressão e restantes áreas curriculares 5), com "uma distribuição equilibrada ao longo da semana" (Despacho nº 19 575/2006). Esta regulamentação foi, com certeza, pensada e proposta tendo em consideração a idade e as possibilidades de dedicação das crianças a um trabalho formal deste tipo. Não vamos agora mais longe do que a própria legislação. São 25 horas e não 40,45. 

Depois do ensino formal obrigatório na sala de aula, as crianças têm direito, no seu tempo livre, a fazer outras coisas. Neste sentido, eu penso que todas as propostas que aparecem para aumentar esta carga de trabalho escolar formal são basicamente desequilibradas e equiparadas ao trabalho dos adultos. 

E: Há uma linha muito ténue entre tempo livre e tempo ocupado para as crianças. O que separa estes dois tempos?

MJA: O que eu digo é que o conceito de "tempo livre", na sua relação com o contexto educativo das crianças, tem sido usado na educação sem grande precisão. O contrário de tempo livre não é tempo ocupado, como muitas vezes se diz. Porque o tempo pode ser ocupado com liberdade quando as crianças podem ter uma palavra decisiva na escolha da sua ocupação, e sem liberdade quando as crianças são vítimas de uma imposição ou escolha a que são totalmente alheias. Para tempo não livre já temos as aulas, e é normal que assim seja. Depois das aulas é bom que o tempo livre seja mesmo livre. Não faz sentido prolongar as ocupações e obrigações das crianças de tal modo que não lhes deixamos tempo para brincar e descansar. Para serem crianças... 

E: Considera que a sociedade privilegia as opções dos adultos em detrimento da vontade dos mais novos em brincar. Quais os benefícios das brincadeiras?

MJA: Brincar é a actividade natural da criança. No discurso dominante, o brincar, sobretudo quando relacionado com as actividades escolares, aparece quase sempre como actividade secundária e pouco relevante. Mas as crianças brincam para descobrir o mundo, as pessoas e as coisas que estão à sua volta. Se estivermos com atenção às brincadeiras das crianças podemos perceber a espontaneidade, o empenhamento voluntário, a regularidade e a consistência do acto de brincar. É um comportamento que permite o conhecimento de si próprio, do mundo físico e social e dos sistemas de comunicação. Brincar faz parte da cultura da infância e para as crianças é um acto muito sério. 

Através da brincadeira, as crianças aprendem a escolher, tomar decisões, avaliar, distinguir, decidir. Para um adulto, a leitura de um livro, de um romance, é importante para a sua imaginação, ajuda a pensar e escrever. Para as crianças, o brincar ajuda a ler a realidade social, interpretá-la e a agir sobre ela. 

E: Escreve que "se a criança não escolhe a sua brincadeira, já não é ela que brinca". Não devem ser os adultos a orientar as brincadeiras?

MJA: Não. 

E: Contra ou favor dos TPC?

MJA: Sou contra o trabalho repetitivo e inútil como o que muitas vezes se propõe às crianças naquilo a que se chama TPC. 

E: Escreve que "normalizar os TPC e fazer deles uma prática continuada não parece sensato". Os TPC não são uma boa forma de rever a matéria dada e ajudar a ultrapassar dificuldades de aprendizagem?

MJA: Isso poderá e deverá ser feito na escola. Eu não refiro nunca que sou contra rever a matéria dada ou estudar, muito pelo contrário. O que proponho é que se faça isso na escola e nas condições adequadas, sobretudo porque estamos a falar de crianças pequenas. De qualquer modo, o meu estudo é sobre o que as crianças fazem no seu tempo livre e não sobre as suas aprendizagens formais. 

E: Refere que as actividades de enriquecimento curricular (AEC) são pensadas para ser aulas. Há um desfasamento entre o que as crianças querem fazer nesse tempo e os programas definidos pelo Ministério da Educação?

MJA: O que as crianças querem é brincar. No entanto, gostam de fazer actividades e estas podem ser uma forma de brincar. Uma das dificuldades que condicionam as escolhas das crianças nas actividades organizadas, por exemplo nas AEC, é que elas são pensadas para ser aulas, e as opções (música, plástica, etc.) são organizadas por turmas, muitas vezes sem ter em conta os interesses das crianças. Como todas as crianças que ficam na escola depois do horário lectivo, têm obrigatoriamente de participar e as actividades são organizadas em função das idades e anos de escolaridade. 

Neste sentido, são na maioria - para o melhor e para o pior actividades realizadas em colectivo coincidente com o grupo que funcionou durante o período lectivo. Portanto, para as crianças, além do carácter obrigatório, não há diferença substancial entre estas aulas e as outras. Por outro lado, os professores das AEC são formados para dar uma importância muito maior ao saber escolar do que ao brincar. Se não estiverem conscientes do que significa ser criança e atentos ao seu cansaço, o que pode acontecer - ou o que acontece - é que toda a situação fica mais difícil para as crianças e para os professores. 

O problema pode não ser só as actividades que se fazem com excesso de orientação, mas sim ser essa metodologia prevalecente em todas as actividades. Todas as medidas precisam de ajustes e de um tempo para ver como podem funcionar. É importante fazer avaliações para se perceber como podemos melhorar a qualidade das propostas, mas também do tempo que as crianças passam na escola. 

E: Como vê a utilização do computador Magalhães pelos alunos do 1.º ciclo?

MJA: Essencial enquanto passo importante no acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação. No entanto, falar de computadores nas escolas do 1.º ciclo é falar de educação e não dos equipamentos. Na verdade, já muitas crianças o usam com bastante sucesso. 

Sara R. Oliveira| 2009-11-09 | Educare.pt 
www.educare.pt


Inteligência depende da combinação de 200 genes

Ciência e TecnologiaA inteligência é fortemente herdada dos progenitores, porém, ao contrário do que se pensava anteriormente, não depende de um único gene mas da combinação certa de uma rede de milhares de genes, na qual duas centenas parecem ter particular importância.

O potencial académico das crianças não depende apenas de um gene, mas sim da combinação certa entre eles, segundo um estudo realizado no Reino Unido.

Segundo o Sunday Times, a conclusão teve por base a análise de mais de quatro mil crianças britânicas. A equipa, liderada por Robert Plomin, especialista em Genética Comportamental no King’s College, de Londres, focou-se no desempenho de estudantes em áreas como a matemáticas, a língua e a ciência, com o objectivo de estabelecer ligações entre as capacidades demonstradas e o “material genético” que cada um possuía.

Para tal, foi feita uma triagem em que se combinou a informação dada pelos próprios professores com um extenso conjunto de testes cognitivos conduzidos pelos cientistas.

A comparação das características genéticas de todos os estudantes não parecia uma tarefa simples, já que, além de existirem milhões de possíveis combinações dos 250 mil genes, as diferenças seriam ditadas por pequenas diferenças.

Contudo, os investigadores decidiram focar a sua atenção em um milhão de combinações mais frequentes e conseguiram isolar duzentos genes que “parecem ter uma pequena mas significativa relação com a habilidade na matemática e inglês”.

Um descoberta que contraria a ideia anterior que certas características e comportamentos humanos estão ligados apenas a determinados genes.

2010-09-28 Ciência Hoje [cienciahoje@cienciahoje.pt]


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bolsa de Empréstimos de Manuais Escolares





 
 
 
 
   
 Sobre o sistema de bolsa de empréstimo de manuais escolares que hoje se discute na Assembleia da República, a CONFAP divulga a sua posição sobre o tema e seus fundamentos.

A CONFAP enviou a sua posição à Comissão Parlamentar de Educação na Assembleia da República, partidos políticos e editoras Leya e Porto Editora.

A CONFAP defende, como sempre defendeu, a gratuitidade dos manuais e chama a atenção para os problemas que a implementação de tal bolsa vai criar, defendendo outra opção,  a dos conteúdos multimédia, tirando partido do Plano Tecnológico da Educação e do rácio de aluno/computador, a
té porque indica e subscreve casos de boas práticas nessa matéria.



  POSIÇÃO DA CONFAP RELATIVAMENTE À BOLSA DE MANUAIS
A CONFAP congratula-se, especialmente no momento que atravessamos, com a preocupação dos Deputados da República em que, nomeadamente, os manuais escolares sejam disponibilizados gratuitamente a todos os alunos que frequentam a Escola Pública em Portugal!

Avançar com este projecto, da criação de uma bolsa de empréstimo de manuais, implica ter consciência das razões pelas quais o Estado foi incapaz de levar a cabo o que está consagrado na Lei 92/2001, que instituiu a gratuitidade dos manuais escolares para o 1.º ciclo.

A medida, reconhecidamente popular nas comunidades escolares, exige, desde logo, diálogo com editores e livreiros, pois terá consequências muito negativas para milhares de profissionais qualificados, poderá provocar desemprego em áreas estratégicas como a Educação e a Cultura. Poderá levar, também, ao encerramento de muitas livrarias em todo o país, as quais têm desempenhado um valioso apoio às comunidades educativas locais no acesso à educação. Para além do prejuízo económico e social, assistiremos a um aprofundar do empobrecimento cultural dessas comunidades, em especial as situadas nas regiões periféricas.

A importância dos editores tem-se afirmado para além da sua actividade empresarial, na medida em que são agentes fundamentais no investimento na área da criação intelectual e científica, no apoio a actividades escolares, tantas vezes num papel de complementaridade ao Estado.

Mas o maior e mais grave impacto dessa medida será na indústria dos conteúdos, eliminará essa função dos editores e, tão ou mais importante que isso, vai paralisar o trabalho científico e pedagógico de investigadores e professores e provocará desemprego de profissionais altamente qualificados interrompendo desse lado um trabalho absolutamente decisivo para a implementação do Plano Tecnológico de Educação – a implementação de conteúdos multimédia, certificados por referência ao Currículo Nacional.

Como escrevíamos em Julho passado a CONFAP assume, porque participou no grupo de trabalho que recomendou a forma de adopção de conteúdos multimédia, previamente certificados por referência ao currículo nacional, que a implementação dos mesmos pode ajudar a minorar os problemas com a ausência de manuais em muitas disciplinas ou módulos educativos nomeadamente no ensino profissional e tecnológica cuja extensão e aumento de frequência se tem vindo a verificar conforme reconhecem até os relatórios internacionais.

A CONFAP tem feito um grande esforço para apoiar as necessidades das escolas e temos vindo a colocar ao Ministério da Educação a necessidade de se implementar/desenvolver os conteúdos para os novos programas, nomeadamente de Matemática neste ano de experiência que decorre, pelo que os professores, pais e alunos que se confrontam com o problema várias vezes relatado à CONFAP - ausência de manuais de acordo com os novos programas -, têm um grande apoio, por exemplo, na Escola Virtual.

A titulo de exemplo, a CONFAP assume, nesta específica matéria, a experiência existente em Gaia, por influência da FEDAPAGAIA, onde já se realizaram as II Jornadas da Escola Virtual, ao nível do 1º Ciclo, por iniciativa da Câmara Municipal, cuja continuidade, agora, se requer para os ciclos seguintes de ensino. Poderíamos, também, dar como exemplo nesta matéria - e sugerir até aos Srs. Deputados uma visita – o que se passa no Concelho de Almeirim.

Por isso, também, a CONFAP, propôs ao Secretário de Estado da Educação, a criação de uma comissão conjunta, Ministério da Educação, CONFAP, EDITORES e outras entidades para definir para o futuro, até face à definição da Estratégia Nacional para o Currículo, as necessidades de manuais por disciplina e o que pode ser transformado em conteúdos multimédia, com vantagem para o processo de ensino/aprendizagem dos alunos e a capacidade empreendedora/inovadora das escolas e dos professores.

Consequentemente, com a criação de uma bolsa de empréstimo de manuais e a concentração nela dos recursos financeiros do estado, o processo de inovação e aperfeiçoamento ao nível dos recursos didáctico-pedagógicos será prejudicado. Numa sociedade democrática e moderna, não se espera que o Estado esteja na origem dessa situação…

O empréstimo de manuais, através da bolsa, é também uma medida que foi testada noutros países e que está a ser abandonada por ter contribuído para o aumento das desigualdades sociais, prejudicando os alunos carenciados no acesso aos materiais de aprendizagem, e por aumentar a despesa pública sem benefícios directos na Educação.

O conhecimento que temos de sistemas similares em outros países leva-nos a concluir que serão os alunos de famílias carenciadas, que, no nosso país, representam cerca de 20% da população estudantil, os mais prejudicados. Os alunos que hoje têm os livros através do apoio social perderão esse benefício, passando a ter que devolver os livros no fim do ano, o que significa que não terão acesso a esses materiais quando, por exemplo, tiverem de fazer a preparação para os exames de fim de ciclo.

Convirá, também, ter presente que, actualmente, todas as escolas se queixam das enormes dificuldades em gerir o fornecimento de livros aos alunos carenciados – e a esmagadora maioria das escolas recorre ao apoio de livreiros locais.

Como será concebível criar um sistema nacional de bolsa de empréstimo de manuais escolares, ainda que de adesão voluntária, por contratualização, em cada escola agrupada e não agrupada?

Tal sistema implica a criação de uma máquina administrativa que, se em países mais desenvolvidos se tornou incomportável, em Portugal se afigura extremamente difícil de estruturar, mesmo a nível das escolas, atenta a falta de recursos humanos operacionais de educação de que carecem, como é público e notório, logo no início de cada ano lectivo.

A gestão de um sistema de bolsa de empréstimo de manuais escolares exigirá enormes recursos logísticos e humanos, o que significa um aumento significativo da despesa pública na Educação numa altura em que há redução drástica de meios financeiros em Portugal...

Os números avançados por alguns partidos para a criação deste sistema pecam, por defeito, porque o ensino obrigatório é de 12 e não 9 anos, logo a factura actual paga pelas famílias e pelo Estado será naturalmente maior porque os livros do 1. Ciclo têm características, previstas pela Lei, que tornam inviável a sua integração num sistema de empréstimo, há revisões curriculares, em curso e anunciadas, e um novo acordo ortográfico para implementar ao nível de todo o sistema educativo.

O que a CONFAP tem defendido ao longo da anterior legislatura, já realizado em mais de 30 autarquias, que se evolua para um sistema equilibrado de utilização de manuais escolares e se generalize a utilização de conteúdos multimédia - através de e-credits (verba por aluno e disciplina) a transferir da Acção Social Escolar para as escolas - cujas vantagens, além da redução substancial de custos, terá as vantagens que poderemos evidenciar na discussão na especialidade dos projectos que prevêem e asseguram a disponibilização gratuita de manuais escolares.

A CONFAP ficará, naturalmente, à disposição dos Senhores Deputados, para colaborar na elaboração de uma boa lei, exequível e universal, para garantir a igualdade e gratuitidade no acesso de todos a uma Educação Pública de qualidade.


LISBOA, 1 de OUTUBRO DE 2010
O CE da CONFAP

DOCUMENTOS DA APEE - AFGC

LIVROS NEE




Associação de Pais e Encarregados de Educação

RECOMENDAÇÕES DA GRIPE A

Video