segunda-feira, 31 de agosto de 2009

AVISO DA PSP COM PEDIDO DE RETRANSMISSÃO

ATENÇÃO


AVISO DA PSP COM PEDIDO DE RETRANSMISSÃO

Cuidado com os ucranianos que estão nos sinais em Braga, Porto,
Coimbra, Lisboa - Máfias de Leste. Há dias 10 indivíduos deram um
concerto de Musica sinfónica em apoio aos emigrantes de leste no
teatro Gil Vicente em Coimbra. Depois de se apagarem as luzes para se
dar inicio ao concerto, um deles sacou de uma metralhadora, enquanto
os outros faziam a colecta dos bens e dinheiro transportado pelos
espectadores. Acabado o trabalho, fugiram pelos bastidores. Alertadas
as autoridades, qual não foi o espanto ao saber-se que este grupo tem
dado concertos semelhantes noutras cidades de província com o mesmo
resultado. Aconteceu na semana passada na Av. Marechal Gomes da Costa
no Porto em plena luz do dia. Seriam umas 15:30. Um sujeito ao parar
nos semáforos foi abordado por um indivíduo de Leste, daqueles que
costumam andar a tocar acordeão ou violino. O indivíduo tinha um ar
simpático e abeirou-se dele a tocar o tal acordeão. Ele decidiu
dar-lhe 50 cêntimos, abriu o vidro e quando lhe estendeu a mão com a
moeda, o indivíduo puxou-a violentamente e apontou-lhe imediatamente
uma faca ao pescoço e obrigou-o a dar o telemóvel e a carteira,
pondo-se imediatamente em fuga.. Nenhum dos condutores dos carros à
volta se apercebeu ou fez qualquer coisa para o ajudar. A vítima
dirigiu-se imediatamente a uma esquadra da polícia e contou o
sucedido, onde, para espanto dele, foi informado de que já não era a
primeira vez que isto acontecia, que já tinham cerca de 10 queixas de
igual procedimento. Penso tratar-se de uma rede organizada que também
opera em Lisboa, de pedintes profissionais. Se reparar bem, a maior
parte deles nem sabe tocar devidamente o instrumento, servindo-se dele
como método de abordagem para posteriormente assaltar o incauto
condutor. Esta rede também se dedica ao tráfico de crianças e roubo de
bebés. Em Espanha já houve algumas queixas que estes indivíduos de
Leste roubaram bebés do banco traseiro dos carros. Enquanto um toca ao
lado do condutor, um cúmplice vai por trás e rouba a criança,
vendendo-as depois para pais que desejem adoptar noutros países.
Passem este e-mail ao maior número de amigos e conhecidos e
futuramente, tenham cuidado com estes indivíduos. Tranquem sempre as
portas e fechem os vidros quando eles se aproximarem e desconfiem do
aspecto simpático, pois normalmente são perigosos criminosos.
Divulguem este e-mail o mais que puderem e ajudem-nos a combater esta
praga, porque amanhã pode ser um de nós.

Tenente António Santos Alonso
Comando Central da PSP Porto

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sábado, 29 de agosto de 2009

Área de Projecto 12.º ano - Como orientar e avaliar projectos

Formação 2009


Caros Professores,

A partir da experiência de acções já realizadas e por solicitação de muitos professores, a Porto Editora vai organizar uma acção de formação subordinada ao tema "Como Orientar e Avaliar Projectos", orientada pela Dra. Manuela Matos Monteiro, autora de livros de Pedagogia e Psicologia e formadora em Metodologias de Trabalho de Projecto. É também autora de duas publicações específicas para esta área: "Área de Projecto 12.º ano - Dossier do Professor" e "Guia do Aluno".

A partir de exemplos concretos, procurar-se-á identificar as situações críticas e os possíveis modos de as ultrapassar.

Neste sentido, e caso venha a ter uma turma de Área de Projecto de 12.º ano, convidamo-lo(a) a participar nesta acção de formação.

A autora,
Manuela Matos Monteiro

PORTO
DIA: 7 de Setembro de 2009
HORA: 14:30 – 17:00
LOCAL: Fundação Portugal-África
[Rua de Serralves, 191]

AVEIRO
DIA: 8 de Setembro de 2009
HORA: 14:30-17:00
LOCAL: Mélia Ria Hotel & Spa
[Cais da Fonte Nova - Lote 5]

BRAGA
DIA: 9 de Setembro de 2009
HORA: 14:30-17:00
LOCAL: Hotel Turismo de Braga
[Praceta D.João XXI]
INSCREVA-SE JÁ
Linha do Professor:
707 22 33 66

DATA-LIMITE DE INSCRIÇÃO
até um dia antes da data da realização da Acção de Formação.

A inscrição é gratuita mas indispensável e está limitada à capacidade das instalações. No final da sessão será atribuído um certificado de presença.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Forum Européen du Bénévolat 2009 - European Forum of Voluntary Work 2009

DIVULGAÇÃO

A todas as organizações de Voluntarios ou promotoras de voluntariado,

A Confederação Portuguesa do Voluntariado desafia-vos a participar num evento que já há 3 anos tem sido promovido pela FFBA (Federação Francesa de Voluntariado e Vida Associativa): Fórum Europeu de Voluntariado, a 5 de Dezembro, em Estrasburgo. Em 2008 teve o alto patrocíno do Presidente Francês, Nicolas Sarkozy. Trata-se de um reconhecimento a todos os voluntários que nas diferentes organizações e países desenvolvem actividades em puro benefício dos outros e de forma totalmente gratuita!

É escolhido um representante de cada país que concorre com outros voluntários para um Trofeu de Voluntariado e um prémio especial. O evento decorre no Parlamento Europeu em Estrasburgo.

Neste sentido, se estão interessados em concorrer, deverão enviar para nós os seguintes dados, até dia 11 de Setembro (inclusivé):

-Nome da Organização Promotora

-Nome do Voluntário a concurso

-Uma carta dos orgãos directivos da organização indicando 3 razões pelas quais colocam este voluntário a concurso

-Curriculo do Voluntário (com especial ênfase às actividades de voluntariado)

-Projecto/actividades que realiza actualmente na Organização
-Filme de 5 minutos (máximo) sobre o trabalho deste mesmo voluntário. (pode ser apresentado em DVD ou enviado o link do You Tube onde possamos consultar).

Este materia deverá ser enviado, e voltamos a lembrar, até 11 de Setembro de 2009, para a seguinte morada:

Susana Queiroga

Instituto S. João de Deus

Rua S. Tomás de Aquino, 20

1600-871 Lisboa


Qualquer esclarecimento adicional poderão contactar-nos através deste e-mail (conf.voluntariado@gmail.com). Brevemente também em www.convoluntariado.pt



Confap 30CONFAP - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE PAIS

Rua Carlos José Barreiros, N.° 16 Cave

1000-088 LISBOA

Telefone: 218 471 978 - Fax: 218 471 980

E-mail: geral@confap.pt Site: www.confap.pt

domingo, 23 de agosto de 2009

Recomendações para as AEC no 1.º Ciclo

A Comissão de Acompanhamento do Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no 1.º Ciclo enviou uma circular às escolas para relembrar as recomendações relativas à preparação do ano escolar sobre as datas de início das AEC's, o acompanhamento pedagógico das AEC's pelos agrupamentos, e tempos livres, não ocupados pelas AEC's, antes das 17.30 horas.

Protecção de crianças e jovens com doença oncológica


A Lei n.º 71/2009, de 6 de Agosto, vem criar o regime especial de protecção de crianças e jovens com doença oncológica, que compreende:

a) A protecção na parentalidade;

b) A comparticipação nas deslocações para tratamentos;

c) O apoio especial educativo;

d) O apoio psicológico.


O apoio educativo prevê:

a) Condições especiais de avaliação e frequência escolar;

b) Apoio educativo individual e ou no domicílio, sempre que necessário;

c) Adaptação curricular;

d) Utilização de equipamentos especiais de compensação.


A presente lei entra em vigor, apenas, no dia 1 de Janeiro de 2010.

Decisores políticos devem tornar a docência mais atractiva

Educação
O tempo gasto a manter a ordem na sala de aula, a falta de regalias para o exercício da actividade docente e a ausência de pessoal qualificado nas escolas são algumas das razões apresentadas num relatório publicado pela OCDE para a diminuição da qualidade do ensino.

A falta de incentivos aos professores e o mau comportamento dos alunos tornam o ensino pouco eficiente, refere a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no seu mais recente estudo em 23 países sobre as condições de ensino e aprendizagem.

Três em cada quatro professores não se sentem motivados para melhorar a qualidade da sua pratica lectiva. Por outro lado, três em cada cinco escolas, registam queixas de professores obrigados a interromper as aulas devido ao mau comportamento dos alunos. Estes são alguns indicadores retirados de uma pesquisa internacional que envolveu a recolha e comparação de dados em 23 países.

Face a este cenário de desmotivação torna-se urgente que os responsáveis pelas políticas educativas criem mais incentivos para o desempenho da função docente, alerta a OCDE.

Qualidade e reconhecimento

Muitos países negligenciam a relação entre a qualidade do desempenho dos professores e as regalias e reconhecimento que lhes são atribuídos e mesmo naqueles onde existe está longe de ser sedimentada.

Na Austrália, Bélgica (Flandres), Dinamarca e Noruega, 90% dos professores inquiridos diz não esperar nenhuma recompensa pela melhoria da qualidade do seu desempenho enquanto docente. Menos pessimistas estão os professores da Bulgária, Malásia e Polónia, ainda que cerca de metade também não encontre nenhum incentivo para melhorar o desempenho da sua actividade.

No México, Itália, República Eslovaca, Estónia e Espanha, mais de 70% dos professores do ensino secundário inferior (o equivalente aos 7º,8º e 9º anos) trabalha em escolas onde o mau comportamento dos alunos na sala de aula limita "até certo ponto" ou "bastante" o ensino ministrado.

Em média, 38% dos professores inquiridos lecciona em escolas onde existe falta de pessoal qualificado. Na Polónia, o problema afecta apenas 12% das escolas, mas na Turquia a percentagem sobe para os 78%.

Estima-se que os professores gastem 13% do tempo lectivo a manter a ordem na sala de aula, no entanto, no Brasil e na Malásia a percentagem ultrapassa os 17%. Pelo contrário, na Bulgária, Estónia, Lituânia e Polónia, os professores perdem menos tempo a pôr os alunos na ordem: abaixo dos 10% do tempo destinado à actividade lectiva.

Para além dos distúrbios em contexto de sala de aula, outros factores relacionados com os alunos estão a prejudicar a actividade lectiva, avisa a OCDE. Destacam-se: o absentismo (46%), os atrasos às aulas (39%), falta de respeito e uso de linguagem ofensiva (37%), intimidação ou insultos a outros estudantes (35%).

A par da falta de incentivos à melhoria da prática do seu ensino, é de notar que em alguns países os professores não chegam sequer a ter oportunidades para melhorar o seu desempenho, nem recebem qualquer apreciação sobre o seu trabalho. Algo que acontece a mais de 25% dos professores na Irlanda e Portugal, em 45% na Espanha e 55% na Itália.

De modo geral, concluem os analistas da OCDE, torna-se evidente que os decisores políticos podem fazer mais para apoiar os docentes e melhorar o desempenho académico dos alunos. Basta que se centrem mais nos resultados da acção educativa e menos no controlo sobre os recursos e conteúdos educacionais.

Por isso, a OCDE recomenda às autoridades educativas que abandonem as políticas burocráticas de aproximação à educação e caminhem para sistemas de ensino assentes na liderança das escolas e na capacitação crescente dos professores.

O estudo abordou questões como a formação de professores, as práticas de ensino, bem como o reconhecimento e regalias atribuídas aos docentes e envolveu 23 países, a saber: Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coreia, Lituânia, Malásia, Malta, México, Noruega, Polónia, Portugal, República Eslovaca, Eslovénia, Espanha e Turquia. Em cada país foram analisadas 200 escolas, sendo que nelas se inquiriram vinte professores.

Educare.pt | Andreia Lobo| 2009-08-17

Ler+Com Imagina: promoção da leitura e literacia com recurso às TIC


No próximo dia 8 de Setembro o Centro de Formação Cnoti estará em Chaves a dinamizar o seminário Ler+Com Imagina.

Esta iniciativa resulta da organização conjunta entre o Centro de Formação Cnotie o Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro e pretende contribuir para a promoção da leitura e a literacia com recurso às TIC, nomeadamente através do software educativo Imagina.

Objectivos:
- Proporcionar um espaço de partilha e troca de experiências entre Animadores de Bibliotecas, Professores, Educadores, Pais, Mediadores de Leitura;

- Proporcionar um espaço de formação para a dinamização de aterreis de promoção da leitura, tendo por base as TIC;

- Promover e divulgar práticas pedagógicas centradas na promoção da leitura com recurso às TIC;

- Apresentar recursos educativos digitais adequados ao desenvolvimento de competências leitoras no Pré-Escolar, 1.º CEB e Educação Especial.

Inscreva-se

Local: Auditório da Escola EB2/3 Dr. Francisco Gonçalves Carneiro - Chaves
Data: 8 de Setembro, 2009
Horário: 14:30h - 17:30h
Inscrições:
lerimaginafgc@gmail.com / crtic@afgc.pt
Telm.: 939403474 / 937465005


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sábado, 8 de agosto de 2009

Lei 60/2009 - Educação Sexual



Da Legislação publicada hoje em Diário da República destacamos a Lei 60/2009 sobre a Educação Sexual nas Escolas.

Descarregar:

Lei 60/2009 - Assembleia da República

Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar

Parecer CNE - Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento

Da legislação publicada em Diário da República, destacamos o Parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento.

Descarregar o parecer:

Educação Sexual: lei de aplicação nas escolas publicada em Diário da República

Educação
O diploma - Lei n.º 60/2009, que estabelece a aplicação da educação sexual nos estabelecimentos de Ensino Básico e Secundário a partir do próximo ano lectivo foi publicado no Diário da República n.º 151, Série I, de 6 de Agosto.

O diploma realça que a nova lei pretende, entre outros objectivos, "valorizar a sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa" e a "redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções sexualmente transmissíveis".

A lei estabelece que, em todos os níveis de ensino e independentemente da transversalidade do tema a outras disciplinas, a educação sexual se integra no âmbito da educação para a saúde, em termos ainda a regulamentar pelo Governo.

A partir do próximo ano lectivo, os projectos educativos dos agrupamentos e das escolas não agrupadas devem incluir temas de educação sexual, em moldes definidos pela escola ou agrupamento, depois de ouvidas as associações de estudantes, as associações de paise os professores.

O projecto de educação sexual de cada turma deve ser elaborado no início do ano pelo director de turma e pelo professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual e deve incluir "os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola, a convidar".

A carga horária da educação sexual deve ser adaptada a cada nível de ensino, não devendo "ser inferior a seis horas para o 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico, nem inferior a doze horas para o 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário, distribuídas de forma equilibrada pelos diversos períodos do ano lectivo".

Segundo o diploma, no ano lectivo de 2009/2010 todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas deverão ter em funcionamento gabinetes de informação e apoio que, em articulação com as unidades de saúde, garantam aos alunos o acesso aos meios contraceptivos adequados.

Estes gabinetes são assegurados por profissionais com formação nas áreas da educação para a saúde e educação sexual e deverão funcionar "obrigatoriamente pelo menos uma manhã e uma tarde por semana", garantir a confidencialidade dos utilizadores e disponibilizar "um espaço na Internet com informação que assegure, prontamente, resposta às questões colocadas pelos alunos".

A lei salienta a importância da participação no processo educativo de pais, alunos, professores e técnicos de saúde, destacando que os encarregados de educação e respectivas estruturas representativas serão informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito desta matéria.

Ao Ministério da Educação cabe garantir a formação necessária para o exercício da função aos professores com responsabilidades na condução da matéria.

A nova lei, aprovada a 04 de Julho na Assembleia da República, aplica-se às escolas do Ensino Básico e Secundário da rede pública e aos estabelecimentos privados e cooperativos com contrato de associação.

O texto final foi aprovado por PS, PCP e PEV e recebeu votos contra do PSD, CDS-PP e dos deputados socialistas Matilde Sousa Franco, Teresa Venda e Maria Rosário Carneiro, enquanto o BE se absteve.

Lusa / EDUCARE| 2009-08-06

Nota: A CONFAP criticou o projecto inicial por o mesmo ser ambíguo quanto à distribuição gratuita de contraceptivos nas escolas.

Projecto TurmaMais

uma aposta na conclusão
do 3.º ciclo em três anos


Fazer passar todos os alunos por uma turma a mais, frequentada por grupos organizados de acordo com o seu nível de conhecimentos, é a resposta encontrada pela Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel para diminuir as taxas de insucesso no 3.º ciclo, através de um projecto que já vai no sétimo ano de implantação, monitorizado pela Universidade de Évora.


Os 38 por cento de retenções que se registaram no 7.º ano de escolaridade, em 2001/2002, fizeram disparar a campainha de alarme na Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel, em Estremoz.


Estes resultados surgiram como verdadeiramente catastróficos, ainda para mais num ano em que os professores tinham investido particularmente no trabalho em equipa e no desenvolvimento de estratégias inovadoras com os alunos, para dar resposta ao projecto de Gestão Flexível do Currículo, então em fase experimental.

Que mais se poderia fazer se as equipas de docentes já tinham passado tanto tempo em reuniões para planearem as novas áreas curriculares não disciplinares, para procurar soluções para os problemas dos alunos e para trocar experiências e materiais?

“Foi aqui que todas as sirenes dispararam”, recorda Teodolinda Cruz (na foto), coordenadora do Projecto TurmaMais.

Se não era por falta de empenho dos professores nem por falta de trabalho com os alunos, que caminho poderia a escola encontrar para recuperar estes números do insucesso?

A solução encontrada, em 2002/2003, para fazer face a este problema teve em conta a constatação de que os alunos que tinham reprovado no ano lectivo anterior, quando principiavam o novo ano, vinham com uma vontade acrescida de passar.

Mas, quando recebiam as notas dos primeiros testes, verificavam que eram tão baixas como habitualmente, e nem a promessa de recuperaram em Dezembro os salvava de terem classificações negativas no final do 1.º período.

“Se fosse possível tirar partido do período em que os alunos estão com o máximo de expectativas, antes dos primeiros testes e das notas de Dezembro, eles iam manter-se com esses níveis de expectativas em Janeiro e Fevereiro, momento em que geralmente começam a desmotivar-se”, explica a coordenadora do projecto TurmaMais.

A ideia que esteve na base da concepção do projecto foi precisamente essa: “Tirar partido das expectativas dos alunos, mantendo-as elevadas, para que não percam o gás”.

Essas expectativas devem ser, segundo Teodolinda Cruz, extensíveis aos professores e aos pais.

Nas suas palavras, “há que gerar expectativas positivas para, depois, as manter e gerir”.

Mas qual a solução para criar e manter estas expectativas elevadas?

Poderia ser positivo retirar os alunos das turmas para reforçar o apoio pedagógico, mas onde os colocar?

A hipótese de proporcionar tempos de apoio para além das 30 horas semanais de aulas não se revelava produtiva para estes estudantes que consideravam esse acréscimo como uma penalização e uma sobrecarga.

A formação de uma turma à parte não parecia uma boa solução, pois poderia provocar exactamente o efeito inverso, gerando baixas expectativas.

“Não querendo ir por aí, como dar apoio a estes alunos de uma forma que não fosse estigmatizante para eles nem para a comunidade educativa?”, questiona a coordenadora do projecto.

“Tínhamos de poder retirar os alunos da turma para lhes dar apoio, mas não podia ser para um grupo à parte”, pondera, antes de introduzir a solução encontrada.

“Para não se criar esse estigma, a resposta encontrada tinha de permitir que todos os alunos passassem por esse grupo.”


Criação de uma turma a mais por onde circulassem todos os alunos

A solução encontrada pela Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel consistiu em criar uma turma a mais, por onde circulassem todos os alunos, ao longo do ano lectivo, de acordo com uma sequência previamente estabelecida.

Vazia na primeira semana de aulas de cada ano lectivo, essa turma, denominada como TurmaMais, vai sendo preenchida pelos alunos das restantes turmas do mesmo ano de escolaridade, organizados de acordo com o seu nível de conhecimentos, durante seis semanas consecutivas.

Assim, nas primeiras seis semanas do 1.º período, são os alunos de nível 5 que vão para a TurmaMais, com dois objectivos, tal como refere Teodolinda Cruz.

“Primeiro, para criar expectativas positivas relativamente à TurmaMais; segundo, para dar hipóteses aos alunos com melhores níveis de desempenho de avançarem ao seu ritmo, atingindo patamares de excelência.”

Enquanto os melhores alunos estão ausentes das turmas de origem, os professores têm a possibilidade de aprofundar o conhecimento dos alunos médios e com dificuldades, que têm mais hipóteses de se exprimirem e de seguirem a matéria dada ao seu ritmo.

Através desse conhecimento mais aprofundado dos alunos, os professores ficam em condições de identificar aqueles que poderão beneficiar de um reforço nas aprendizagens na segunda metade do 1.º período.

A meio do 1.º período, os alunos de nível 5 regressam às suas turmas de origem e, nas próximas seis semanas, são os estudantes que apresentam maiores dificuldades que são convidados a frequentar a TurmaMais.

Neste caso, a intenção é que estes alunos “cheguem a Dezembro com menos negativas e, se as tiverem, com negativas mais altas, mais facilmente recuperáveis, que não os façam perder as expectativas que tinham no início do ano”.

Na primeira metade do 2.º período, são os alunos de nível 4 que vão para a TurmaMais, enquanto nas turmas de origem permanecem os estudantes com um melhor desempenho e os com maiores dificuldades.

De acordo com a coordenadora do projecto, é uma boa oportunidade para promover a interajuda e a solidariedade social: “Podem-se formar grupos de trabalho tutoreados pelos melhores alunos. Os alunos com maiores dificuldades frequentemente percebem melhor as matérias explicadas pelos seus pares, que têm uma linguagem mais próxima.

Quanto aos alunos de nível 5, apropriam-se melhor dos conhecimentos ao terem de os transmitir e explicar.”

Os alunos de nível 4 a frequentar a TurmaMais são desafiados a ir mais além, desenvolvendo hábitos de estudo que lhes permitam enfrentar o 10.º ano de escolaridade com sucesso.

Após o regresso destes alunos às turmas de origem, é a vez de os estudantes de nível 3 frequentarem a TurmaMais.

“Estes alunos, que não dão problemas de especial, muitas vezes ficam esquecidos. Mas, se forem estimulados, podem recuperar de eventuais negativas e subir dos níveis médios para níveis mais altos.”

No 3.º período, são os alunos em risco de retenção que são convidados a ir para a TurmaMais, até ao final do ano lectivo, desde que cumpram um requisito: têm de estar interessados em progredir.

“Neste último período, joga-se o tudo por tudo, e todos o sabem – os alunos, os pais e os professores. Como, através desta metodologia, as negativas destes alunos não são tão baixas, há mais possibilidades de recuperação dos resultados escolares.”


Uma melhoria evidente dos resultados dos alunos

No final do ano lectivo de 2002/2003, os resultados dos alunos do 7.º ano falavam por si: a percentagem de reprovações tinha descido de 38 por cento para 16 por cento.

Com uma redução da percentagem de reprovações para metade, a escola tinha motivos para acreditar que estava no caminho certo, pelo que manteve as turmas já envolvidas no projecto, até ao final do 3.º ciclo, enquanto o alargava aos alunos que, no ano lectivo de 2003/2004, iniciavam o 7.º ano de escolaridade.

A redução do número de reprovações no final desse ano lectivo (apenas 12 por cento), bem como nos anos lectivos seguintes, em que o projecto TurmaMais teve continuidade, é relevante: enquanto entre 1995/1996 e 2001/2002, antes da implantação do projecto, ficavam retidos no 7.º ano de escolaridade em média 22 por cento de alunos, entre 2002/2003 e 2007/2008, após a concretização desta metodologia, essa percentagem reduziu para uma média de 13,9 por cento.

A percentagem de retenções ao longo do 3.º ciclo também teve uma redução assinalável com a introdução do Projecto TurmaMais.

Depois de três grupos de alunos terem frequentado o 3.º ciclo com esta metodologia de trabalho, conclui-se que a percentagem de estudantes retidos ao longo destes três anos de escolaridade é de cerca de 11,3 por cento, comparativamente com os cerca de 23 por cento que tinham ficado retidos, ao longo do ciclo, nos três anos anteriores ao início do projecto.

Mas faltava ainda o confronto com a avaliação externa para tirar a prova dos noves.

Através dessa comparação, é de destacar que os alunos da Escola Secundária com 3.º Ciclo Rainha Santa Isabel obtiveram nos exames nacionais do 9.º ano, quer a Língua Portuguesa quer a Matemática, uma menor percentagem de níveis inferiores a 3 face à média nacional.

Quanto à obtenção de níveis superiores a 3, verificou-se que, a Língua Portuguesa, os alunos da escola obtiveram uma média de 47,8 por cento, valor superior à média nacional, que se situa nos 37,6 por cento.

Na disciplina de Matemática, a percentagem de níveis superiores a 3 é de 35,4 por cento na escola, comparativamente com a média nacional, que é de 31,1 por cento.


Aposta na coesão da equipa pedagógica

Já com um contrato de autonomia assinado com o Ministério da Educação, a Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha de Santa Isabel foi capaz de conceber e de se apropriar de uma estratégia para dar resposta ao problema do insucesso escolar, concretizada através do Projecto TurmaMais, cujo desenvolvimento foi estreitamente acompanhado pela Universidade de Évora.

O acompanhamento do projecto pela Universidade de Évora foi solicitado pela Direcção Regional de Educação do Alentejo, em 2002, depois de a escola ter requerido autorização para implantar esta metodologia de trabalho no 3.º ciclo do ensino básico.

Coube a José Verdasca, o actual director regional de Educação do Alentejo, integrar a equipa de acompanhamento do projecto da Universidade de Évora, que coordenou a partir de 2005, com o objectivo de garantir a monitorização do mesmo, através de um acompanhamento directo no terreno e de uma avaliação externa que incluísse a análise dos resultados.

Na sua opinião, um dos aspectos a valorizar no projecto é a aposta na coesão da equipa pedagógica, através da atribuição de todas as turmas do mesmo ano de escolaridade aos mesmos professores, que, desde que o número de horas o permita, só leccionam esse ano de escolaridade: “A missão da equipa pedagógica é levar os alunos até ao final do ciclo com uma taxa de repetência o mais reduzida possível.”

A concretização deste objectivo, ao longo dos sete anos do Projecto TurmaMais, já permite afirmar, segundo José Verdasca, que “a probabilidade de um aluno cumprir o 3.º ciclo em três anos nesta escola é 20 a 30 por cento superior relativamente aos outros estabelecimentos de ensino da região”.

Estes números abonam a favor de uma metodologia que envolve, à partida, mais recursos docentes.

“O projecto tem ganhos ao reduzir os níveis de insucesso dos alunos, que se traduzem em menos custos do que os mais de 20 por cento de reprovações que se verificavam no ensino básico.”

A aposta numa forte responsabilização das lideranças intermédias e numa verdadeira integração, possibilitando o acompanhamento de todos os estudantes, de acordo com uma estrutura rotativa, é outra das grandes virtudes deste dispositivo, que incentiva, de acordo com o coordenador da equipa de acompanhamento do projecto, a cooperação entre pares, na medida em que “os alunos com um melhor desempenho podem cooperar com os colegas com mais dificuldades”.

Assim, “pode dizer-se que o sucesso do projecto é o sucesso de todos os grupos-turma”.

O desenvolvimento da cooperação entre pares e a rotatividade dos elementos da turma é determinante, segundo o presidente do conselho executivo, José Daniel Sadio, para a prevenção da indisciplina na escola: “Com esta forma de organização, os processos disciplinares têm vindo a diminuir, até se tornarem praticamente residuais.”


Uma resposta para o insucesso concebida pela própria escola

Guilherme, de 16 anos, a frequentar o 9.º ano, com uma repetência no 7.º ano, admite que a passagem pela TurmaMais foi positiva: “A separação das amizades nas turmas que desestabilizam um bocado é boa, porque, ao ficarmos separados, passamos a ter mais consciência de nós próprios e do nosso futuro, e temos mais disponibilidade para pensarmos naquilo que queremos seguir na nossa vida.”

Actualmente a frequentar a turma de origem, confessa que, sobretudo na disciplina de Matemática, “a matéria vai depressa de mais”, pelo que dá por si a olhar para o quadro sem perceber nada.

“Sinto-me perdido”, admite este aluno de nível 2, apesar de acreditar que, se se esforçasse mais, conseguiria melhores resultados.

Com expectativas de voltar a frequentar a TurmaMais no 3.º período, Guilherme pensa que o facto de o grupo ser mais pequeno e de os professores terem mais disponibilidade para os alunos pode fazer a diferença para alcançar melhores resultados e conseguir transitar de ano.

As colegas da turma de origem, sentadas ao seu lado no mesmo grupo de trabalho, também têm uma opinião positiva sobre esta metodologia.

Aluna de nível 5, Andreia, com 14 anos, pensa que o projecto “é bom principalmente para os alunos de nível 2, embora os alunos de nível 5 também tenham um melhor ambiente para manter as notas”.

Para Isabel, aluna de nível 5, com15 anos, é preferível para os alunos trabalharem em turmas mais pequenas em que cada um consegue ir ao seu ritmo.

“Nas turmas maiores, uns ficam perdidos e os outros têm de estar à espera.”

Quanto a Carlota, de 14 anos, aluna de nível 4 que estava em risco de descer as notas, vê com bom olhos a sua passagem pela TurmaMais: “Estava com as notas um bocado em baixo e, quando estive na TurmaMais, consegui subir. As minhas amigas não queriam que eu fosse, mas eu fui, e não só fiz novas amizades como também melhorei as notas.”

Relativamente aos professores para os quais anteriormente o 3.º ciclo era o menos apetecível, agora desejam permanecer, fazendo justiça à analogia estabelecida pelo presidente do conselho executivo: “Em equipa que ganha não se mexe.”

Luís Cabanejo, professor de Língua Portuguesa, aderiu ao projecto e salienta aquilo que considera serem as suas principais potencialidades: “Este projecto está bem arquitectado, permitindo trabalhar com grupos homogéneos. Quando entramos numa sala de aula, sabemos a que ritmo podemos avançar com a matéria e adequamos as actividades aos alunos que temos à nossa frente.”

“A escola orgulha-se do projecto concebido pelos seus professores, que tem passado por melhorias e correcções, já estando a ser experimentado por outros estabelecimentos”, considera José Daniel Sadio. “Muitas vezes, temos tendência para ir à procura de receitas fora quando, afinal, as temos entre portas.”

José Verdasca partilha esta opinião: “As escolas têm profissionais com qualificação, conhecimentos e disponibilidade para arquitectarem soluções e respostas inovadoras, em termos organizativos e pedagógicos. Estas respostas, que envolvem sempre uma margem de criatividade, não se fazem sem algum risco e alguma incerteza, sem o benefício da experimentação. É necessário confiar e apoiar as escolas, mas também acompanhar, monitorizar e avaliar a implantação dos projectos no terreno.”


Alargamento e divulgação do projecto TurmaMais

Reconhecidas as virtudes do Projecto TurmaMais enquanto resposta ao insucesso escolar, esta metodologia foi alargada ao 2.º ciclo, noutras escolas do Alentejo, nomeadamente na Escola Básica de Santa Maria de Beja e na Escola Básica Hernâni Cidade, no Redondo, sempre com a monitorização da Universidade de Évora.

O projecto foi, ainda, candidatado à Fundação Calouste Gulbenkian, em 2005, no âmbito de um programa de apoio a medidas de combate ao insucesso e ao abandono escolares, tendo sido um dos três seleccionados ao nível nacional.

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