terça-feira, 28 de setembro de 2010

Escolas - Tour Yduko 2010






Boa tarde,
ATENÇÃO!!

Veja por favor a data e local e reserve até dia 1 de Outubro!

APRESENTAMOS O ESPECTÁCULO DO YDUKO NA SUA "TOUR 2010"!!
5.000 crianças já assistiram!!!
Destinado a crianças das escolas Pré-primárias, Infantários, Escolas Básicas do 1º e 2º ciclos.

O espectáculo "Yduko - Descobre a Música Clássica", engloba a projecção de um filme de animação que retrata a vida e obra de sete geniais compositores da história da música erudita, com interpretação ao vivo da pequena orquestra do Yduko e narração do próprio Yduko.

Tudo isto num ambiente descontraído, sereno, educativo e muito divertido!

Enviamos apresentação e toda a informação em ficheiro anexo para V/ apreciação, e ficamos ao inteiro dispôr para qualquer informação adicional.

Consulte ainda o nosso site www.yduko.com e video em www.youtube.com/watch?v=MmAxDWqXNG8.

Não percam esta derradeira oportunidade!!
Atentamente, Serviço Educativo
Cultagenda - Produções Culturais
Tel/Fax: 22.2026161
Tlm: 915841589
Email: 
servicoeducativo@cultagenda.pt
Web: 
www.yduko.com
Ensino: Hoje sabe-se menos…
Enviado por Terça, Setembro 28 @ 17:28:18 CEST por Amaral


Artigos de opinião
A prática revela que os planos curriculares não têm cessado de mudar e que onde antes se privilegiavam disciplinas como a História ou a Filosofia, existe hoje a aprendizagem rodoviária ou sobre Direitos Humanos. A memória foi banida em detrimento do prazer. O que aprendem afinal os alunos nas escolas portuguesas?

Sabem menos do que o necessário, mas não menos do que há 30 anos, comparação que os especialistas consideram desajustada. Sabendo menos, chegam mais longe: transitam de ano, mesmo com várias negativas acumuladas e entram, sem dificuldade, no Ensino Superior. Apesar disso, no ranking divulgado sobre as 200 melhores universidades do Mundo, não consta nenhuma portuguesa. 

Indiferente, o Ministério da Educação vibra com as estatísticas: os chumbos diminuíram no Ensino Secundário; a percentagem de estudantes que optou pelas vias profissionalizantes representa cerca de 60% dos alunos inscritos nesse universo; modelos alternativos como os Cursos de Educação e Formação (CEF) e as Novas Oportunidades têm ajudado a compor o que parece ser um salto brutal na escolarização do país. Até há bem pouco tempo, as taxas de abandono escolar eram as mais altas da União Europeia (UE), onde a percentagem de portugueses entre os 20 e os 24 anos com apenas o Ensino Básico era de 40% (a média da UE é de 25%) e onde apenas 20% da população activa possuía o 12º ano, metade da média europeia.

A mudança abrupta verificada, sobretudo, nos últimos cincos anos deveria, teoricamente, ser sinónimo de cidadãos mais informados, mais cultos, mais criativos, mais capazes de resolver problemas e aptos a conquistar o mercado de emprego em qualquer parte, senão do mundo, pelo menos da Europa. A prática, no entanto, revela que os planos curriculares não têm cessado de mudar e que onde antes se privilegiavam disciplinas como a História ou a Filosofia, existe hoje a aprendizagem rodoviária ou sobre Direitos Humanos. A memória foi banida em detrimento do prazer. O que aprendem afinal os alunos nas escolas portuguesas?

Com tantas reformas educativas levadas a cabo nos últimos quase 40 anos - desde que se iniciou, no fim dos anos 60, a massificação da escola -, é surpreendente que ainda não se tenha alcançado, em Portugal, nem um consenso entre todos os agentes do meio - Ministério da Educação, pais, professores, alunos -, nem resultados de tal forma sustentados que inviabilizem a iminência constante de nova reforma. Pelo contrário, as mudanças, sobretudo ao nível do plano curricular, em vez de enriquecerem os alunos parecem estar a empobrecê-los. E as tentativas de inverter a tendência podem nunca terminar. Pelo menos, é essa a posição dos especialistas ouvidos pelo JN, quando questionados sobre a qualidade e o fim dos conteúdos apreendidos hoje pelos alunos portugueses.

"É uma hipocrisia. É a educação do faz de conta", afirma, pessimista,Joaquim Azevedo, membro do Conselho Nacional de Educação e investigador da Universidade Católica do Porto, para julgar o que diz ser "a educação para as estatísticas". Ele, que é uma das vozes mais críticas do sistema, não se conforma com o fim dos exames nacionais para todas as disciplinas - política que, de resto, teve a sua assinatura enquanto secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário em 1992 e 1993 -, nem com o facto de o investimento no 1º Ciclo "nunca ter sido uma prioridade em Portugal". "O que não se aprende nesses primeiros quatro anos - ler, escrever, calcular - dificilmente conseguirá aprender-se depois." E são essas lacunas que ficam por corrigir logo no início, que contaminam os ciclos que se seguem.

Além disso, a avaliação, através de exames nacionais circunscritos a parcas disciplinas, "cria o perigo de os alunos desvalorizarem tudo o que não vai ser objecto de avaliação", corrobora José Augusto Pacheco, do Centro de Investigação em Educação, da Universidade do Minho. Isso, "acrescido à redução da carga horária", espoleta "o risco de ser possível chegar mais longe, sabendo menos", concretiza. "Um risco tanto maior porque será algo que a sociedade irá sempre vincar em termos de empregabilidade". Ou seja, de pouco valerá concluir o ensino obrigatório, mesmo agora, cifrado no 12º ano, ou mesmo ingressar no Ensino Superior, se ao título académico não corresponder um efectivo domínio da matéria dada.

Mas é justamente esse domínio, observa José Alberto Correia, do Centro de Investigação e Intervenção Educativas, da Universidade do Porto, que está no centro de "um equívoco". "A substituição dos conteúdos pelas competências, ou seja, ensinar a pensar em lugar de ensinar os ditos conteúdos, com a sucessiva desvalorização da memória, revela uma mudança de superfície e não de fundo - e é uma oposição. Porque para pensar é preciso ter um objecto de pensamento e uma intencionalidade". Sem essa base, sublinha, "este sistema de ensino tende a acentuar as desigualdades." A situação é agravada "pelas pedagogias do prazer, em que se defende a aprendizagem sem esforço, confundindo-se, no fundo, o esforço com o sofrimento - outro erro".

O investigador introduz ainda outro factor de ruído, igualmente partilhado pelos colegas. "A escola nunca teve tantas missões como agora - educação rodoviária, para a paz, para os direitos humanos, etc - e tende a implodir. Há um trabalho da sociedade da qual a escola faz parte, mas a escola não pode ser o centro". Daí que Alberto Correia defenda que hoje "não há falta de escola, mas escola a mais".

Joaquim Azevedo segue-lhe as pisadas, mas vai mais longe. "A obrigação da escola é transmitir uma herança cultural, é esse o elemento potenciador de conhecimento. Introduzir disciplinas como a aprendizagem rodoviária funciona como factor de perturbação". E arrisca: "A escola, quando se torna um espaço de ocupação social dos alunos, ignorando a sua missão mais importante, está condenada. Porque não exige, não desenvolve". 

Sem discordar, Augusto Pacheco é mais prudente. "A escola tem-se batido sempre com esta dualidade entre o curricular e a formação social e profissional. Não pode a instituição distanciar-se dessas novas valências, mas tem de o fazer de forma organizada, o que não tem acontecido". Aprender, torna Joaquim Azevedo, "é diferente de integrar".

É neste substantivo - integração - que reside uma das questões cruciais do actual sistema de ensino. "Como podemos hoje, no ambiente de uma escola aberta a todos, oferecer aos alunos condições de aprendizagem com qualidade para todos?", questiona Joaquim Azevedo. A teoria que preconiza não é isenta de alguma cautela, uma vez que, de alguma forma, contraria a ideia de que, pelo menos à partida, somos todos iguais. "Aos cinco anos, já temos demasiada bagagem. Até aí, os estímulos, sobretudo ao nível da linguagem, são fundamentais. Estão feitos até aos seis anos ou não". Ou seja, apesar da democratização do acesso ao ensino, as crianças já não chegam lá em igualdade de circunstâncias. "Os níveis socio-económicos de entrada são os de saída. Está estudado e demonstrado", garante. "As desigualdades de partida não se combatem na escola, nem é à escola que compete mudar essa realidade", insiste. "Confundir a igualdade de acesso com uma lógica igualitarista é um erro".

É esse problema, sintetizado na ideia de que é possível dar tudo a todos da mesma forma, numa altura em que a escola hoje já não é apenas a elite, que "é um erro político que não temos sabido resolver". Azevedo diz mesmo que "a escola da democracia não pode ser a das elites". Querer reproduzi-la, afirma, resultou "numa entrada no futuro aos recuos". "É um problema político que vamos pagar muito caro no futuro", sentencia. Um preço ainda mais alto, porque, argumenta, "não há consenso, nem soluções para a educação em nenhum partido político".

Na opinião do investigador, é urgente parar de baralhar e voltar a dar sem pensar para analisar o que está a acontecer com o ensino e as consequências que daí virão a resultar. "É óbvio que os alunos saem cada vez com mais lacunas", diz. "O momento é complexo e difícil", mas ele avança uma solução - e não está sozinho nela: "É preciso impedir o Ministério da Educação (ME) de legislar, impondo, em vez disso, planos anuais de melhoria gradual em todos os currículos. É preciso acabar com o paradigma do controle que o Ministério protagoniza há 36 anos". Augusto Pacheco subscreve, mas chama-lhe "órgão de controle a posteriori".

"Se fosse imperioso fechar as instituições quando falham, a primeira a encerrar seria o ME", ironiza, considerando-o "o principal responsável pela imposição de um modelo único de pensamento". 

Helena Teixeira da Silva - JN 2010-09-12
A grande maioria dos nossos alunos não apresenta quaisquer hábitos de estudo
Enviado por Segunda, Setembro 27 @ 12:59:39 CEST por Amaral


Artigos de opinião
Fernanda Carrilho, professora e autora de livros de apoio escolar, reconhece que faltam hábitos de estudo aos alunos portugueses e deixa alguns conselhos práticos para colmatar essa lacuna. Fernanda Carrilho tem desenvolvido investigação ao nível da didáctica, pedagogia e psicologia. Lamenta que a maioria dos alunos não saiba estudar. Elege "os baixos níveis escolares", presentes desde o ensino básico até ao superior e as consequentes repercussões na vida profissional, como as suas maiores preocupações. 

Em entrevista ao EDUCARE.PT, Fernanda Carrilho, autora do livro "Métodos e Técnicas de Estudo", e da qual se espera para breve a publicação do seu último trabalho: "Como Estudar Melhor", cujo título é ainda provisório, lembra que o início do ano lectivo é o "momento ideal" para começar a planear a forma de estudar. Chama a atenção para o erro mais comum cometido pelos estudantes: deixar "acumular matéria". E revela quais os maiores inimigos do estudo: "Falta de motivação, de objectivos, pensamentos negativos e baixa auto-estima." Aos pais, apela que incutam nos seus educandos, desde logo, o hábito de consultar o dicionário. 

EDUCARE.PT (E): Que hábitos de estudo têm os nossos alunos?

Fernanda Carrilho (FC): Infelizmente, salvo situações pontuais, a grande maioria dos nossos alunos não apresenta quaisquer hábitos de estudo. Esta situação tem piorado nos últimos anos pelo "facilitismo" generalizado e permissividade que o sistema tem vindo a promover. 

E: De que forma deve ser planeado o estudo?

FC: O momento ideal é no início do ano lectivo. Como em tudo o que fazemos, a organização é fundamental. Com a ajuda do horário escolar e de um calendário, o aluno deverá fazer uma planificação de todo o ano. Neste mapa, começará por assinalar, a diferentes cores, os fins-de-semana, feriados, interrupções lectivas, datas importantes, bem como os testes e os trabalhos, à medida que forem sendo marcados. Depois, expô-lo num local bem visível. Para além da referida planificação é necessário preparar as sessões de estudo diárias, durante as quais deverá fazer os TPC, rever os apontamentos, estudar e preparar as aulas do dia seguinte. 


"O típico aluno que vai para a escola para passar o tempo, ou porque é obrigado, dificilmente alcançará bons resultados." 


E: É mesmo essencial não deixar "acumular matéria"?

FC: Sem dúvida alguma! E é um dos maiores erros que os alunos cometem. Este é o primeiro passo para criar uma bola de neve cujo tamanho e velocidade aumentam de forma descontrolada, durante o ano lectivo, e, quando se dá por isso, já é tarde para lhe colocar um travão, e as consequências são aquelas que todos conhecemos... 

E: Quais são os maiores "inimigos" do estudo? 

FC: A falta de motivação, de objectivos, pensamentos negativos e baixa auto-estima são alguns dos aspectos mais relevantes. O típico aluno que vai para a escola para passar o tempo, ou porque é obrigado, dificilmente alcançará bons resultados. Se, a tudo isto, juntarmos uma quase ausência de métodos e técnicas de estudo, pouco descanso e uma alimentação desequilibrada, está criado o ambiente favorável para o insucesso escolar. É essencial traçar metas a curto, médio e longo prazo. Perceber quais as suas capacidades, os seus interesses, o que quer para o seu futuro e empenhar-se na sua concretização. 

E: Que tipo de postura deve o estudante ter na sala de aula, de modo a rentabilizar o que lhe é ensinado poupando, assim, mais horas de estudo em casa?

FC: Como costumo dizer aos meus alunos, a escola e a sala de aula são espaços que têm as suas regras, tal como um cinema, uma igreja, um restaurante. A atitude que se deverá ter num espaço religioso não é a mesma que se tem na praia ou numa esplanada com os amigos. A postura deve estar sempre adequada à situação e ao local. A partir do momento que se entra na sala de aula o aluno tem de perceber que o intervalo acabou e as brincadeiras e conversas ficam lá fora. Para além destas regras básicas, de respeito e boa educação, que muitos tendem a "esquecer" com frequência, é fundamental que o aluno vá motivado para aprender. Deve evitar uma atitude passiva, como se fosse um puro receptáculo de conhecimentos. Se pretende bons resultados, deve ter uma postura activa e crítica, seguir as explicações do professor, tomar notas, fazer esquemas e colocar questões pertinentes. 

E: De um modo geral, quais as melhores práticas para manter o estudo das matérias em dia?

FC: Como acabei de referir, a atenção nas aulas e o trabalho nelas realizado é muito importante, mas não o suficiente. É necessário, no final de cada dia, reler os apontamentos, completá-los com o manual escolar, ou outras fontes, e fazer exercícios. Se surgir alguma dúvida, deve anotá-la e procurar esclarecê-la na aula seguinte. As revisões são essenciais para combater a tendência natural para o esquecimento, que ocorre nas 24 horas seguintes. 


"Recordo-me, perfeitamente, do que a minha mãe me dizia quando eu, curiosa, perguntava o significado de determinada palavra: "Vai ver ao dicionário" 


E: É usual ver alunos que ao ler o manual o sublinham inteiramente. Isto faz sentido?

FC: Não. Sublinhar é uma técnica de estudo que consiste em destacar somente as ideias principais. Este trabalho pode ser completado por pequenas notas à margem. De salientar que a cor aconselhada é o vermelho porque, dizem os entendidos, é aquela que mais impressiona a retina. A técnica do sublinhado torna-se especialmente útil no momento de fazer revisões. Convém sempre "relembrar" que só se devem sublinhar fotocópias e livros próprios, nunca os livros dos colegas, de bibliotecas, dicionários, enciclopédias, etc. 

E: Quais as piores práticas de estudo?

FC: Estudar na véspera dos testes, copiar os trabalhos e apontamentos dos colegas e estudar de uma forma passiva, limitando-se a ler os textos. 

E: No que diz respeito aos apontamentos, o que há a ter em conta na sua elaboração?

FC: Em primeiro lugar, é fundamental estar atento. Nem tudo o que é dito na aula é para ser registado. O professor dará indicações do que é mais importante através do tom de voz, das repetições, das pausas, etc. Em seguida, o aluno deve tentar compreender o que foi dito e, só depois, passar para o caderno. A caligrafia não deve ser descurada, sob risco de se tornar ilegível. Por último, é necessário relê-los, no próprio dia, e passá-los a limpo, se necessário. É muito mais fácil e agradável estudar por uns apontamentos limpos e organizados do que por uma série de hieróglifos difíceis de decifrar. 

E: No seu livro Métodos e Técnicas de Estudo fala na importância do uso do dicionário, mas com frequência encontramos alunos que não o sabem usar... 

FC: Este é um hábito que deve ser incutido às crianças pelos pais e educadores, desde o momento que aprendem a ler. Recordo-me, perfeitamente, do que a minha mãe me dizia quando eu, curiosa, perguntava o significado de determinada palavra: "Vai ver ao dicionário". É evidente que os dicionários devem ser adequados à faixa etária. Não se coloca nas mãos de uma criança de oito anos o Dicionário Houaiss, por exemplo, tal como não é benéfico que um aluno do ensino secundário se limite a consultar pequenos dicionários de bolso! Uma das maiores vantagens do uso do dicionário é a familiaridade com o novo vocabulário e, consequentemente, um alargamento de conhecimentos e progressos ao nível da leitura e da expressão oral e escrita. 


"Aos professores cabe ensinar, aos pais educar. Só havendo sintonia se conseguem alcançar bons resultados" 


E: Diz também uma coisa curiosa: que a elaboração de "cábulas" pode ser produtiva. Em que sentido? 

FC: Elaborar as chamadas "cábulas" poderá ser uma actividade muito positiva, na medida que exige do aluno um trabalho de leitura, selecção e redução da informação ao essencial e, isso, já é uma forma de estudo. Todavia, como é óbvio, não incentivo, de forma alguma, a sua utilização durante os testes. Elas fazem parte de um trabalho prévio. 

E: Da sua experiência, quais são as principais consequências do "não saber estudar"? 

FC: A curto prazo, para além dos inevitáveis baixos resultados escolares, existe uma enorme desorganização, uma baixa auto-estima (muitas vezes camuflada) e um desinteresse crescente. A longo prazo, irá reflectir-se na vida profissional, gerando incapacidades, frustrações e fracos resultados. 

E: Não caberia aos professores a tarefa de ensinar como estudar aos seus alunos?

FC: Evidentemente que os professores têm aqui um papel muito importante, mas não nos devemos esquecer de que é em casa que os bons hábitos, como a organização, devem começar. Sem a cooperação dos encarregados de educação tudo se torna muito mais difícil de implementar. Aos professores cabe ensinar, aos pais educar. Só havendo sintonia se conseguem alcançar bons resultados. 

Se, regularmente, apesar da vida agitada que todos levamos, os pais dedicarem uns minutos aos seus educandos, lhes perguntarem como vão as actividades lectivas, prestarem atenção à arrumação dos materiais e da mochila, verem os cadernos e estiverem atentos às datas dos testes e trabalhos, já têm uma noção de como estão a decorrer os estudos. São pequenos gestos que demonstram, ao aluno, que os seus pais estão interessados nos seus estudos, atentos ao seu percurso e empenhados no seu sucesso. 


"Os baixos níveis escolares que se vão arrastando do 1.º ciclo até à faculdade, e que vão ter repercussões na vida profissional, é algo que me preocupa, enquanto professora e cidadã" 


E: A disciplina de Estudo Acompanhado seria um espaço para essa tarefa de ensinar a como estudar?

FC: E é, sobretudo, aí que ela tem sido implementada, contudo estamos a falar de uma área curricular não disciplinar. Como tal, dá alguma margem para que, nessas aulas, se façam os trabalhos de casa, avancem com conteúdos em atraso, etc. Julgo que seria mais útil ter uma disciplina de Métodos e Técnicas de Estudo, pelo menos no Ensino Básico. Assim, evitar-se-ia que os alunos chegassem ao Ensino Secundário e, mais grave, à faculdade com dificuldades a esse nível. Convém relembrar que o Tratado de Bolonha requer um trabalho mais individualizado e autónomo por parte do aluno. Urge, então, prepará-los para se orientarem e organizarem o seu estudo de forma a rentabilizarem o seu tempo, a aumentarem a eficácia do estudo e a alcançarem os resultados pretendidos. 

E: Quais são as suas maiores preocupações relativamente a estes temas? 

FC: Os baixos níveis escolares que se vão arrastando do 1.º ciclo até à faculdade, e que vão ter repercussões na vida profissional, é algo que me preocupa, enquanto professora e cidadã. Um outro aspecto, cada vez mais inquietante, é a falta de hábitos de leitura. Por isso, tenho em preparação um outro livro que irá ajudar as crianças, jovens e adultos a ler mais rápido, melhor e, consequentemente, a tirar mais benefícios e prazer da leitura. 


Andreia Lobo | 2010-09-06
www.educare.pt
Falta de funcionários nas escolas agravou-se este ano
Enviado por Sexta, Setembro 24 @ 11:04:11 CEST por Amaral


Educação
A "crónica" falta de funcionários nas escolas agravou-se este ano, com queixas dos pais em todo o país. Uma situação “perto de ser caótica”, para a qual associações de pais e os sindicatos do sector reclamam resolução urgente. 

A Federação Nacional da Educação (FNE) referiu que os professores estão a fazer funções de auxiliares, ou assistentes operacionais, tornando-se particularmente complicada a situação das crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) que, em alguns casos, precisam de cuidados quase permanentes. 

“É um problema crónico, agravado este ano”, disse à Lusa o secretário geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, lamentando que seja generalizado no país, o que é sublinhado também pela dirigente da FNE Lucinda Manuela. 

Segundo estas fontes contactadas pela Lusa, o rácio de um funcionário para duas turmas ou 48 alunos não está a ser cumprido em muitas escolas e mesmo este era já considerado insuficiente por pais e professores, tendo em conta as necessidades de assegurar o apoio e vigilância adequados. 

“Preocupam-nos muito os alunos com NEE e deficiências profundas que precisam praticamente de um funcionário só para eles”, referiu Lucinda Manuela. À FNE, que representa também os trabalhadores não docentes, chegam “queixas de funcionários a dizerem que estão sozinhos”. 

in Diário Digital | 24-09-10
Mais alunos nos cursos profissionais do ensino público 
Enviado por Sábado, Setembro 04 @ 12:39:51 CEST por Amaral


Educação
Estudo da Universidade Portucalense revela que em 2005/2006 havia 40 turmas nos cursos profissionais nas escolas secundárias públicas. Um número que aumentou para 450 em 2009/2010. E 63% dos inquiridos iniciaram uma experiência de trabalho logo após a conclusão da formação. 


Os números recolhidos revelam várias realidades: o número de alunos nos cursos profissionais nas escolas secundárias públicas portuguesas não parou de aumentar, desde que o ensino profissional foi implementado na escola pública em 2004. Um estudo realizado pelo Departamento de Ciências da Educação e do Património da Universidade Portucalense, coordenado pela professora Cláudia Teixeira, dá conta que em 2005/2006 havia 40 turmas de cursos profissionais nas escolas públicas e que no ano seguinte subiu para 100 e não mais parou de aumentar. Em 2007/2008, havia 200 turmas, no ano lectivo seguinte 300 e 450 em 2009/2010. 

O número de alunos não parou assim de esticar e, neste momento, há mais estudantes a frequentarem cursos profissionais em escolas secundárias públicas do que nas escolas profissionais. A iniciativa Novas Oportunidades também ajuda a explicar este aumento. Feitas as contas, em 2008/2009, as escolas profissionais tinham 36.089 alunos matriculados e as escolas secundárias 54 899. No ano lectivo anterior, em 2007/2008, havia 31.409 alunos nas secundárias públicas e 31 587 nas profissionais. Antes disso, em 2004/2005, estavam matriculados 3.676 alunos nas secundárias públicas e 33.089 nas escolas profissionais. Em 2005/2006, havia 3990 alunos no público e 32 952 nas escolas profissionais. No ano seguinte, esse número aumentou para 14 981 nas secundárias públicas. 

O estudo da Universidade Portucalense pretendeu determinar a atractividade dos cursos profissionais junto dos jovens e, em simultâneo, verificar as saídas profissionais. Nesse sentido, a investigação concentrou-se num estudo de caso junto de um grupo de 24 ex-alunos de cursos profissionais da Escola Secundária de Ermesinde. E foram retiradas várias conclusões: 63% dos inquiridos iniciaram uma experiência de trabalho logo após a conclusão do curso profissional, 25% dos quais na mesma área de estudo. Trinta e sete por cento dos estudantes prosseguiram os seus estudos e ingressaram no Ensino Superior. 

Além disso, todos os inquiridos garantiram estar satisfeitos com o currículo dos cursos e salientaram a "versatilidade e cariz teórico-prático" das formações. "A obtenção de uma dupla certificação - académica e profissional - foi por todos enaltecida como uma mais-valia, por lhes permitir, simultaneamente, prosseguir estudos e/ou iniciar a sua vida de trabalho", adianta-se. 

A pesquisa demonstra ainda que mais de 40 mil jovens frequentam entre o 9.º e o 12.º anos em cursos profissionais ministrados no Ensino Secundário público e que, dessa forma, não "terão abandonado prematuramente a escola, por opção ou por exclusão, nos últimos dois anos lectivos". "Desta investigação resultou a convicção de que o ensino profissional tem fortes possibilidades de se tornar um veículo promotor do sucesso escolar, pois permite aos alunos desenvolverem os seus talentos individuais e contribuir para a diminuição das taxas de abandono escolar", sustenta, em comunicado, Ana Maria Cortez, investigadora no âmbito do Mestrado em Administração e Planificação da Educação da Universidade Portucalense. 

Por outro lado, os responsáveis das entidades formadoras externas dos alunos inquiridos foram contactados e revelaram receptividade quanto à empregabilidade dos estudantes dos cursos profissionais. Um indicador importante para quem centra as suas atenções nesta área. "Esta avaliação feita por responsáveis e potenciais empregadores após terem tido uma experiência de colaboração escola-empresa é muito importante, pois significa a abertura a uma nova visão de escola, passando a encará-la como uma fonte de recursos humanos qualificados", sublinha Ana Maria Cortez. 

Sara R. Oliveira | 2010-09-03 | Educare.pt


Nota: As opções de curso e de escola que os alunos tomam ao concluir o ensino básico, e, assim, livremente escolherem a escola secundária onde pretendem prosseguir os estudos, desmontam os argumentos toscos dos que defendem que os mega-agrupamentos possibilitam ao aluno o percurso dos 12 anos de escolariedade no mesmo agrupamento de escolas, esquecendo as singularidades do ensino secundário e, em simultâneo, do ensino profissional quer nas escolas públicas, quer nas escolas profissionais do ensino particular e cooperativo.
Chumbos custam 600 milhões de euros por ano...
Enviado por Terça, Agosto 03 @ 16:43:21 CEST por Amaral


Educação
Chumbos custam cerca de 600 milhões de euros por ano, lê-se numa notícia da Rádio Renascença, que divulgamos. Será esta a principal razão porque o ME quer acabar com os chumbos? Face a outras medidas economicistas, fica a dúvida. Na mesma notícia fica-se a saber que, no ano lectivo 2008/2009, chumbaram nas escolas portuguesas cerca de 200 mil alunos, num universo a rondar os 1.800 milhões de alunos.

Em Portugal, é sobretudo no ensino secundário que mais se chumba. Os dados reportam-se ao ano lectivo de 2008/09 e fazem parte das estatísticas publicadas pelo Ministério da Educação. 

No penúltimo ano lectivo, chumbaram, nas escolas portuguesas, cerca de 200 mil alunos, sendo que a taxa de chumbos e desistências foi superior no ensino secundário (10º/12º ano), onde, dos perto de 500 mil alunos matriculados, 93 mil não passaram de ano – o que equivale a uma taxa de 18,7% de chumbos. 

No ensino básico, chumbaram cerca de 100 mil alunos, mas o universo aqui é bastante superior: estavam matriculados um milhão, duzentos e oitenta e três mil alunos (1.283.000) e a taxa de retenção situou-se nos 7,6%.

O terceiro ciclo, que corresponde aos 7º, 8º e 9º anos, foi o que mais contribuiu para este número: dos 523 mil alunos matriculados, 72 mil não passaram de ano, o que equivale a uma taxa retenção de 13,8%.

Fazendo as contas, no ano lectivo 2008/2009, chumbaram nas escolas portuguesas cerca de 200 mil alunos, num universo a rondar os 1.800 milhões de alunos.

O número de alunos que chumbam tem vindo a cair a pouco e pouco, de ano para ano, mas ainda longe do que acontece nos países nórdicos, onde a taxa de chumbos ronda o 1% e que servem de inspiração à ministra da Educação. 

No futuro, anunciou Isabel Alçada numa entrevista ao semanário “Expresso”, as reprovações devem acabar – uma notícia que levantou protestos junto da oposição e avisos contra o facilitismo por parte das associações de professores. 

As retenções no ensino custam cerca de 600 milhões de euros por ano.

Rádio Renascença online | 03.08.10


Falta de funcionários nas escolas



   
 
 
 
   
 Falta de funcionários nas escolas «praticamente caótica»

IOL Diário - 24/09/2010

A falta de funcionários nas escolas agravou-se este ano, dizem as associações de pais e os sindicatos do sector. «Inundados» com queixas de todo o país, consideram que esta é uma situação «perto de caótica», para a qual reclamam resolução urgente.

«Se ninguém tomar medidas, não vamos conseguir controlar os pais», disse à agência Lusa o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, acrescentando à falta de auxiliares a de professores e psicólogos.

A Federação Nacional da Educação (FNE) referiu que os professores estão a fazer funções de auxiliares ou assistentes operacionais. 
A situação das crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) está a tornar-se complicada, pois algumas precisam de cuidados quase permanentes.

De acordo com as fontes contactadas pela Lusa, o rácio de um funcionário para duas turmas ou 48 alunos não está a ser cumprido em muitas escolas e mesmo este era já considerado insuficiente por pais e professores, tendo em conta as necessidades de assegurar o apoio e vigilância adequados.

Num documento do conselho executivo, a CONFAP alerta para a necessidade de resolver rapidamente o problema, com uma chamada de atenção para as crianças com NEE.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, acrescentou que a situação é «praticamente caótica e que as câmaras municipais, devido às restrições à contratação, desviam funcionários para outros serviços e o Ministério da Educação não abre concursos, mesmo tendo-se aposentado um número elevado de funcionários».

«Além da limpeza e todo o apoio, está em causa a segurança e vigilância para prevenir situações de violência e indisciplina, por exemplo espaços de recreio, onde depois não há um adulto», disse Mário Nogueira.

Original em: http://diario.iol.pt/sociedade/tvi24-mario-nogueira-fenprof-professores-auxiliares/1193807-4071.html

CNE - Metas Educativas 2021




 
   
 
 
 
   
 Parecer sobre Metas Educativas 2021

O Conselho Nacional de Educação aprovou, no seu último plenário, realizado a 19 de Julho, um parecer sobre o documento “Metas Educativas 2021 – Relatório Nacional – proposta de Metas para Portugal”.
Trata-se de um documento elaborado pelo Governo português com base na proposta apresentada pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI).
No Relatório apresentado ao CNE para parecer, o governo português propõe-se adoptar 11 das 27 metas específicas em discussão na OEI.
No parecer emitido, o CNE considera que deveriam ser adoptadas todas as metas propostas no acordo.
Designado Metas Educativas 2021: a educação que queremos para a geração dos Bicentenários, o projecto da OEI representa um compromisso com os objectivos que a educação ibero-americana deve alcançar até 2021, como forma de celebrar os duzentos anos da ida da Corte Portuguesa para o Brasil e o bicentenário da independência de vários países ibero-americanos.
 
Parecer do CNE sobre  o documento: “Metas Educativas 2021 – Relatório Nacional – proposta de Metas para Portugal”



Fonte: CNE (http://www.cnedu.pt/)
 
  

Boletim Informativo - Semana 38


  
 
 
 
   
 Boletim Semanal de Informações ao MAP

Publicado em Diário da República
― Portaria n.º 926/2010. D.R. n.º 183, Série I de 2010-09-20, dosMinistérios das Finanças e da Administração Pública e da Educação
Estabelece os procedimentos a adoptar nos casos em que, por força do exercício de cargos ou funções, não possa haver lugar a observação de aulas, necessária à progressão aos 3.º e 5.º escalões e à obtenção das menções de Muito bom e Excelente.
http://dre.pt/pdf1sdip/2010/09/18300/0412604127.pdf
 
― Parecer n.º 5/2010. D.R. n.º 183, Série II de 2010-09-20, doMinistério da Educação - Conselho Nacional de
Educação
Parecer sobre Metas Educativas 2021 (OEI) – Relatório Nacional - Propostas de Metas para Portugal.
http://dre.pt/pdf2sdip/2010/09/183000000/4761247617.pdf
 
― Despacho normativo n.º 24/2010. D.R. n.º 186, Série II de 2010-09-23do Ministério da Educação - Gabinete da Ministra
Estabelece os critérios a aplicar na realização da ponderação curricular prevista no n.º 9 do artigo 40.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
http://dre.pt/pdf2sdip/2010/09/186000000/4807848079.pdf



Informações Gerais

― Microsoft selecciona duas escolas portuguesas como as mais inovadoras do mundo em 2010
A distinção de dois estabelecimentos de ensino portugueses – um nos Açores, outro em Lousada - surge no âmbito do Programa Mundial das Escolas Inovadoras, promovido pela Microsoft em 114 países.
Para mais informações:
www.min-edu.pt/np3/5166.html
 
― Seminário de Formação na área do Abuso Sexual de Crianças
O objectivo deste Seminário de Formação criar um espaço de reflexão sobre estratégias e modelos de intervenção na área do Abuso Sexual de Crianças.
Para mais informações: www.drealentejo.min-edu.pt
 
― Congresso 'Encontros com... 100 anos de República'
Inscrições até dia 20 de Setembro.
Para mais informações: www.drec.min-edu.pt
 
― Bolsa de Recrutamento - Lista de Colocação Administrativa BR02
Nota Informativa
Para mais informações: www.dgrhe.min-edu.pt
 
― Bolsa de Recrutamento—Contratação de Escola
Nota Informativa
Para mais informações:
www.dgrhe.min-edu.pt
 
― Projecto Saber com Normas
O Projecto Juventude Saber com Normas, destinado aos alunos do 12.º ano, tem como objectivo promover, informar,
envolver e sensibilizar os jovens para a importância da normalização, tanto do ponto de vista da economia como da sociedade em geral.
Para mais informações:
www.min-edu.pt/np3/5159.html



Fonte: Boletim CIREP, Ministério da Educação, Confap, Outros 

 
 
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