quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Encerramento de escolas serve de pouco para travar contágios, diz DGS
Enviado por Quinta, Outubro 29 @ 09:41:38 CET por Amaral

SaudeA Direcção-Geral da Saúde (DGS) enviou, ontem, aos médicos uma circular sobre as medidas que devem ser tomadas perante um surto de gripe A num estabelecimento de ensino. Aquele organismo escreve que o encerramento tem pouco impacto na tentativa de travar os contágios e diz que numa fase inicial da pandemia a aposta deve passar pelo local preciso onde a doença foi detectada.

O encerramento das salas ou turmas deve ocorrer enquanto ainda houver uma baixa actividade gripal em determinada escola. Nesta situação, com poucos casos detectados, o envio para casa das crianças infectadas deve ser alargado também às crianças sem qualquer sintoma da doença desde que os casos iniciais tenham sido comprovados através de análises e que se comprove que houve contacto entre as crianças doentes e as saudáveis.

Segundo o documento da DGS, a interrupção temporária pode atingir os sete dias seguidos a partir do último contacto que crianças saudáveis tiveram com crianças com gripe A.

O regresso à escola pode ser feito sem qualquer declaração médica, sendo as faltas justificadas pelos pais.

Quanto aos professores e restante pessoal, a circular indica que necessitam de justificar as suas faltas através de um certificado de incapacidade temporária a passar pelo médico que diagnosticou a doença.

Os profissionais que contactem com crianças doentes só podem ser afastados das suas funções se manifestarem o síndrome gripal.

Relativamente a creches e jardins de infância, aplicam-se todas estas normas e acrescentam-se mais algumas, nomeadamente, não admitir funcionários com síndrome gripal nem crianças com febre e aumentar a vigilância sobre o estado de saúde das crianças, sobretudo quando apresentem falta de apetite, irritabilidade, dificuldade respiratória, vómitos ou diarreia.

Entretanto, em declarações à TSF, Emília Nunes, da DGS, explicou que, no caso do encerramento das escolas, seria necessário «ponderar se as crianças que eram enviadas para casa depois não teriam oportunidade de contágio fora da escola».

Apenas por motivos de falta de pessoal, poderá ocorrer o encerramento de uma escola, acrescentou.

TSF – 29.10.2009

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