domingo, 23 de novembro de 2008

CONFAP apela aos pais para participação mais activa na vida das escolas

"Na escola como em casa, há um lugar que é dos pais" é uma das mensagens da campanha que a CONFAP vai lançar para apelar aos encarregados de educação a uma participação mais activa na vida escolar dos filhos.
A campanha, que foi ontem apresentada no Museu da Electricidade, em Lisboa, conta com o apoio do Ministério da Educação, mas ainda não tem data prevista para arrancar, já que a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) ainda se encontra à procura de apoios e parceiros. Na cerimónia, a ministra da Educação lembrou que há 30 anos os pais estavam proibidos de participar na vida das escolas, mas que hoje "o paradigma é o oposto", já que há nos estabelecimentos de ensino "um espaço" para os encarregados de educação.
"É uma campanha importante porque permite chamar a atenção dos pais e da sociedade civil para a convergência de dois interesses: o interesse dos pais em participar na vida da escola e o interesse da escola em contar com o apoio e a participação dos pais.
São dois caminhos que se cruzam", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues. Sublinhando que durante anos os pais "viveram de costas voltadas para as escolas", a titular da pasta da Educação sublinhou que hoje os pais devem ter uma participação "qualificada, activa e consequente" na vida das escolas".
Para acabar com a ideia de que o que se passa para lá do portão não diz respeito aos pais, a campanha da CONFAP inclui folhetos e desdobráveis, "outdoors", e "spots" publicitários. A lógica é apelar a uma presença mais activa na vida escolar dos filhos. "Com os pais na escola todos vão poder aprender mais", "A escola faz-se com todos", "Na escola como em casa há um lugar que é dos pais" são algumas das mensagens que serão transmitidas durante a campanha, que alerta ainda para os verbos "estimular", "participar" e "apoiar", responsabilidades que os pais são convidados a assumir de forma "mais activa".
"Muitas escolas que eram problemáticas há uns anos atrás saíram dos seus muros e envolveram as comunidades, sobretudo os pais. São hoje escolas que podem ser apontados como exemplo de como passar das dificuldades à normalidade. Esse é o nosso objectivo final: ter pais mais conscientes", afirmou Albino Almeida.
Questionado sobre o arranque da campanha e a verba necessária para o seu lançamento, o responsável adiantou apenas que para já está prevista a distribuição dos desdobráveis, já que esses serão produzidos pelos serviços do Ministério da Educação. "Podia adiantar números e no dia seguinte dizer que afinal não custou nada. Acreditamos que entre um limite e o outro vamos encontrar as soluções que vão pôr a campanha de pé.
Só não posso falar de timings certos. As empresas não vão deixar de exercer a sua responsabilidade social", afirmou. A campanha foi simbolicamente apresentada na primeira terça-feira de Outubro, dia em que a CONFAP pretende voltar a assinalar anualmente o "Dia da Escola e dos Pais".
Quatro horas por mês para pais acompanharem vida escolar dos filhos A revisão do Código do Trabalho deverá garantir aos pais um crédito de quatro horas por filho e por mês para acompanharem melhor a vida escolar dos seus filhos.
A CONFAP entregou este ano na Assembleia da República uma petição na qual solicitava ao Governo que legislasse no sentido de atribuir aos pais direitos laborais que assegurem a sua participação na educação dos filhos. De acordo com Albino Almeida, a proposta foi acolhida pela Comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, no âmbito da revisão do Código do Trabalho.
"O princípio que está na petição mereceu a concordância de todos os intervenientes na revisão do Código do Trabalho, portanto dos partidos com assento parlamentar", garantiu. Actualmente, o Código do Trabalho estipula como faltas justificadas "as ausências não superiores a quatro horas e só pelo tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo em vista inteirar-se sobre a situação educativa do filho".
Lusa / EDUCARE 2008-10-08

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